Paramount e Warner Bros. se fundem por US$ 110 bi
Operação cria a Skydance Corporation e deve ser concluída nesta terça-feira (6), unindo Paramount+, HBO Max, CBS e CNN sob o mesmo grupo.

A Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery devem concluir nesta terça-feira (6) uma fusão avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, dando origem a uma nova companhia batizada de Skydance Corporation. A operação reúne estúdios, canais de televisão e serviços de streaming dos Estados Unidos sob o mesmo comando, depois que a Justiça americana aprovou nesta semana o acordo firmado com uma coalizão de estados que tentava bloquear o negócio.
O que muda para quem assina streaming
A nova empresa recebe o nome da produtora Skydance Media, fundada por David Ellison, atual presidente e CEO da Paramount. Segundo Ellison, as marcas Paramount e Warner Bros. continuam existindo como identidades dentro do grupo, que passa a atuar simultaneamente em cinema, televisão, streaming e jornalismo.
Entre os ativos que ficam sob o mesmo guarda-chuva estão os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max — ambos usados também por assinantes no Rio Grande do Sul — além de redes de televisão como CBS, CNN, MTV, TBS, Comedy Central e Food Network, que compõem o portfólio global do novo grupo. A fusão das marcas corporativas não significa, porém, que as duas plataformas de streaming serão unificadas de imediato: a decisão sobre uma eventual integração dos catálogos ainda depende da nova administração.
Acordo com estados dos EUA destravou a fusão
A operação enfrentou meses de disputa regulatória nos Estados Unidos. Uma coalizão de 12 estados recorreu à Justiça para tentar impedir a aquisição, alegando risco de concentração de poder sobre preços e produção de conteúdo. Para destravar o negócio, as empresas assumiram compromissos formais: lançar ao menos 30 filmes por ano nos dois primeiros anos, chegando a 32 produções anuais nos três anos seguintes, além de investir US$ 300 milhões por ano em produções nos Estados Unidos.
O acordo também prevê a criação de um conselho para acompanhar a independência editorial dos telejornais CBS e CNN, que passam a integrar o novo grupo. A Justiça americana aprovou o entendimento nesta semana, removendo o principal obstáculo que ainda ameaçava a conclusão da fusão, prevista para esta terça-feira (6).
Economia de US$ 6 bi e dívida de US$ 80 bi
As empresas estimam uma economia de cerca de US$ 6 bilhões com a integração das operações, valor que deve vir, em parte, de cortes e reorganização de estruturas — um dos pontos que gerou preocupação com empregos em Hollywood e nas empresas de mídia durante as negociações. A companhia resultante também assume uma dívida combinada estimada em US$ 80 bilhões, o que aumenta a pressão para que a fusão produza resultado financeiro rapidamente.
O comando da nova empresa ficará dividido entre David Ellison, que continua à frente da direção estratégica e criativa, e Ynon Kreiz, que deixou a presidência da fabricante de brinquedos Mattel para assumir como copresidente-executivo responsável pela gestão do dia a dia e pela integração das operações.
Se o cronograma for cumprido, a fusão será formalizada em 6 de outubro, e Paramount e Warner Bros. passam a operar sob a mesma estrutura corporativa, a Skydance Corporation. A partir daí, a concorrência com gigantes do streaming como Netflix e Disney deve se tornar um dos principais desafios do novo grupo, enquanto o mercado acompanha os próximos passos da integração entre as marcas.
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