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SulTV transmite ao vivo a sessão extraordinária do STF; entenda o que está em julgamento

Cobertura ao vivo, atualizada às 16h40 — plenário analisa se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado com base em relatório da Polícia Federal; transmissão oficial do STF/TV Justiça disponível em sultv.com.br/ao-vivo

15 de setembro de 2026·Redação SulTV
Cobertura ao vivo da sessão extraordinária do STF no site da SulTV
Cobertura ao vivo da sessão extraordinária do STF no site da SulTV

A SulTV disponibiliza no site, em sultv.com.br/ao-vivo, a transmissão oficial da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), pelo sinal do canal do STF no YouTube (TV Justiça). O plenário analisa se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado com base em um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A transmissão começou às 10h34 e, às 16h40, seguia no ar. Esta cobertura é atualizada ao longo da sessão.

Assista mais no canal da SulTV no YouTube

O que está em julgamento

Pela primeira vez, o STF decide em plenário se abre uma investigação de natureza criminal sobre um de seus próprios ministros. A Constituição e o Regimento Interno do tribunal estabelecem que cabe somente ao plenário processar e julgar um membro da Corte, mas não detalham o rito — por isso a sessão começou por questões preliminares, como o quórum e a forma de condução do caso.

A sessão extraordinária foi convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que conduz o procedimento (PET 16.662) depois que o relator do caso Master, ministro André Mendonça, encaminhou os autos à presidência. Fachin afirmou em plenário que não avocou o processo: "os autos foram encaminhados pelo ministro relator à presidência", porque "o juiz natural para julgar essa matéria é o plenário".

Dois ministros não votam. Kassio Nunes Marques declarou-se impedido, por exercer a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Dias Toffoli reiterou a suspeição por foro íntimo que já havia declarado em abril, quando era o relator do caso Master. Moraes, Mendonça e Toffoli participam da sessão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial da PF, com o argumento de que a investigação avançou sobre um ministro do Supremo sem comunicação à presidência ou ao plenário. Segundo a Agência Brasil, o nome do procurador-geral, Paulo Gonet, também aparece nas mensagens que a PF atribui a Vorcaro.

Antes do mérito, o plenário vota uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, a partir de sugestão do ministro Flávio Dino: julgar em conjunto, em 23 de setembro, este caso e o que envolve a conduta do ministro Mendonça na condução do relatório, além de redistribuir a relatoria por sorteio. Na retomada da sessão, Fachin votou contra a questão de ordem — pela continuidade do julgamento hoje e pela separação dos casos. Os demais ministros ainda votam.

Como o caso chegou ao plenário

A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, investiga fraudes no antigo Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Daniel Vorcaro, controlador do banco, está preso preventivamente desde 17 de novembro de 2025.

Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo de um relatório parcial da PF que lista 52 mensagens que os investigadores atribuem a Vorcaro, enviadas a Alexandre de Moraes entre 2023 e a data da prisão, e encaminhou o material ao presidente do STF. Em um dos trechos, segundo a Agência Brasil, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em manifestação de 44 páginas entregue na madrugada desta terça, Moraes negou qualquer irregularidade, classificou o relatório como inconstitucional e ilegal e afirmou que, das 52 notas encontradas no celular do ex-banqueiro, 47 não foram localizadas nas conversas interceptadas pela investigação. Disse ainda que nunca atuou em causa do Master ou de Vorcaro.

Em 2 de setembro, Moraes divulgou o que apresentou como um relatório de inteligência da PF sugerindo que Mendonça teria direcionado as investigações. Fachin separou os dois procedimentos: o caso das mensagens atribuídas a Vorcaro é analisado hoje; as alegações contra Mendonça ficaram para a sessão de 23 de setembro.

Linha do tempo da sessão (horário de Brasília)

10h34 — Começa a transmissão oficial no canal do STF no YouTube (TV Justiça).

Pouco depois das 10h — Fachin abre a sessão e pede que os ministros deixem disputas pessoais de lado: "Não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual".

Fim da manhã — Após a leitura do relatório por Fachin, Nunes Marques anuncia impedimento e Toffoli, suspeição por foro íntimo. Em aparte, Flávio Dino levanta questões preliminares. Gilmar Mendes questiona a condução do procedimento pela presidência e pede redistribuição; Fachin responde que não avocou os autos.

13h01 — Dino publica ofício ao presidente da Corte sugerindo a apreciação conjunta de todos os casos ligados ao Master em 23 de setembro.

Início da tarde — Embates verbais em plenário: Moraes afirma ter testemunhas de que Mendonça teria orientado a PF e pergunta "quem tem medo da Polícia Federal?"; Mendonça responde "mentira". Gilmar Mendes atribui à condução do caso um viés político; Mendonça reage: "não aponte o dedo para mim".

Por volta das 14h45 — A sessão entra em intervalo; a transmissão do STF exibe a tela "Voltamos em breve".

Retomada — Fachin vota contra a questão de ordem de Gilmar Mendes: mantém os casos separados, rejeita a redistribuição e vota pela continuidade do julgamento hoje. Os demais ministros passam a se manifestar.

16h40 — Transmissão segue no ar. Próximos passos: conclusão da votação da questão de ordem e, se rejeitada, a análise do mérito — se o STF autoriza ou não a investigação. O caso relativo ao ministro Mendonça está marcado para 23 de setembro.

Como assistir

No site da SulTV: o player com o sinal oficial está em https://www.sultv.com.br/ao-vivo/ — sem cadastro, no celular ou no computador.

No YouTube: link direto da transmissão do STF, https://www.youtube.com/watch?v=f_DVZoQLvZI.

Na TV Justiça, canal oficial do Poder Judiciário, que transmite as sessões do plenário.

A SulTV disponibiliza o sinal como serviço de informação; a condução e o conteúdo da sessão são de responsabilidade do STF.

Entenda a pauta

A matéria publicada pela SulTV na manhã desta terça explica como o caso chegou ao plenário, o rito da sessão e as manifestações apresentadas antes do julgamento: https://www.sultv.com.br/post/stf-julga-se-alexandre-de-moraes-pode-ser-investigado-por-contato-com-ex-banquei/

Fontes desta cobertura: Agência Brasil (notas de 15/09 publicadas às 8h38, 9h59, 10h55, 11h20, 12h06, 12h37 e 13h01), g1, Poder360 e a transmissão do canal do STF no YouTube. Horários conferidos na própria transmissão. Cobertura atualizada às 16h40.

Com informações de Agência Brasil

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