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Segurança

Soldada da Brigada Militar é punida após usar arma contra agressor com medida protetiva vigente

Processo disciplinar interno aplicou dias de detenção; caso foi levado à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS

04 de novembro de 2026·Redação SulTV
Reprodução/SulTV
Reprodução/SulTV

Uma soldada da Brigada Militar relatou à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul ter usado uma arma de fogo particular para tentar afastar um agressor que tentava entrar em sua residência, mesmo com uma medida protetiva em vigor contra ele.

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Segundo o relato dela à Comissão, a soldada agiu em legítima defesa. A arma usada era particular e estava em processo de aquisição havia cinco meses. Ainda assim, o processo disciplinar interno da corporação concluiu pela aplicação de três dias de detenção com prejuízo na escala de serviço, mais dois dias sem prejuízo.

Para a soldada, a punição vai além da restrição de liberdade: afeta diretamente sua carreira, ao impedi-la de concorrer a concursos internos e avançar na corporação. O caso foi apresentado à Comissão depois de dez anos de serviço da militar sem nenhuma ocorrência que desabone sua conduta.

Outros casos na Comissão

O caso foi um dos levados à Comissão de Direitos Humanos nesta quarta-feira, que também ouviu outra vítima de violência doméstica, Edna Prates, sobre o descumprimento de uma medida protetiva em vigor desde outubro.

A deputada Luciana Genro, autora do pedido de pauta, informou que a Comissão vai oficiar o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Brigada Militar pedindo explicações sobre os casos apresentados na sessão.

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