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Segurança

Operação Padrinho prende 70 pessoas e mira organização criminosa no centro do RS

Mais de 230 ordens judiciais são cumpridas em três municípios e em cinco casas prisionais no combate a homicídios e ao crime organizado.

04 de novembro de 2026·Redação SulTV
Operação Padrinho cumpre mais de 230 ordens judiciais no centro do RS. Foto: Divulgação/Polícia Civil
Operação Padrinho cumpre mais de 230 ordens judiciais no centro do RS. Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (04) a Operação Padrinho, voltada ao combate a homicídios e ao crime organizado no centro do Rio Grande do Sul. Conduzida pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria (DPHPP), a ação resultou, até o momento, na prisão de 70 pessoas e no cumprimento de mais de 230 ordens judiciais.

Como foi a ação

As ordens judiciais incluem mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões, sequestros de veículos e bloqueios de contas bancárias. As ações ocorrem nos municípios de Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul, além das casas prisionais PASC, PESM, PRSM, PEJULI e PESB.

A operação conta com apoio da Brigada Militar, da Polícia Penal e do Instituto-Geral de Perícias. Segundo o delegado Adriano Rossi, titular da DPHPP de Santa Maria, o objetivo é desarticular uma organização criminosa enraizada na região e no sistema prisional.

Origem da investigação

A apuração começou em 13 de agosto de 2025, a partir de um homicídio qualificado no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria, quando a vítima foi executada com 15 disparos de arma de fogo calibre 9mm em frente à sua residência.

A análise da rota de fuga dos atiradores apontou o envolvimento de uma organização criminosa local. Segundo a investigação, a execução foi uma retaliação ordenada pela cúpula do grupo, motivada por um conflito anterior entre criminosos.

Estrutura do grupo

De acordo com a Polícia Civil, trata-se de um grupo de alta complexidade, com rígida hierarquia, divisão de tarefas e ligação com uma macrofacção de alcance estadual. O nome Padrinho faz referência à forma reverencial com que o líder máximo era tratado pelos subordinados.

Conforme o delegado Adriano Rossi, a cúpula influenciava galerias do sistema prisional, usando o espaço carcerário para coordenar o narcotráfico e expedir ordens de execução fora dos presídios. A operação integra o Protocolo das Sete Medidas de Enfrentamento aos Homicídios (P7). Os presos serão encaminhados ao sistema prisional.

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