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Saca do arroz sobe 1,77% no RS; chuva atrasa lavouras em Pelotas

Valor da saca chega a R$ 77,08, enquanto a Fronteira Oeste já soma mais de 7 mil hectares cultivados nesta etapa inicial.

12 de setembro de 2026·Redação SulTV
Lavoura de arroz alagada na região de Pelotas; chuva atrasa início dos trabalhos no campo
Lavoura de arroz alagada na região de Pelotas; chuva atrasa início dos trabalhos no campo

O preço médio da saca de 50 quilos de arroz em casca chegou a R$ 77,08 no Rio Grande do Sul, alta de 1,77% em uma semana, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar. Ao mesmo tempo, o excesso de chuva mantém máquinas paradas nas lavouras da região de Pelotas, que reúne municípios da Costa Doce, enquanto produtores do oeste gaúcho já avançam com o trabalho nas áreas de cultivo, favorecidos pelo tempo mais seco.

Preço da saca sobe no Estado

De acordo com a Emater/RS-Ascar, o valor médio do arroz em casca passou de R$ 75,74 para R$ 77,08 por saca de 50 quilos, alta semanal de 1,77%. O levantamento é feito periodicamente pela entidade e serve de referência tanto para produtores quanto para o mercado no Rio Grande do Sul.

O movimento de preços acontece em meio a um cenário desigual de avanço da atividade no Estado. Na região de Bagé, por exemplo, a área prevista para esta etapa é de 361.027 hectares, redução de 6% frente ao ciclo anterior — um dos números que compõem o panorama estadual acompanhado pela entidade.

Chuva segura o trabalho na região de Pelotas

Na região de Pelotas, que abrange municípios da Costa Doce, os produtores previam iniciar os trabalhos nas lavouras ainda no começo de setembro. O grande volume de água acumulado nas áreas e o excesso de umidade no solo, no entanto, adiaram o início das operações.

O encharcamento impede o trânsito de máquinas e trava o avanço das atividades. Diversas áreas já passaram pelo processo de dessecação e aguardam apenas a melhora das condições de umidade para que o trabalho nas lavouras possa começar.

Tempo seco acelera o cultivo no oeste do Estado

Enquanto isso, a Fronteira Oeste aproveita mais de duas semanas sem chuvas significativas para avançar. Em Uruguaiana, que deve manter a maior área cultivada de arroz do Estado, a expectativa é de 67.625 hectares nesta etapa, 5% menor que no ciclo anterior. O município já soma cerca de 6.000 hectares com o trabalho concluído desde a abertura da janela oficial, em 1º de setembro.

Outros municípios da região também registram avanço: Itaqui já soma mais de 1.000 hectares, enquanto São Borja e Quaraí chegam a 400 e 330 hectares, respectivamente. Em Santa Rosa, a redução das chuvas permite aos produtores retomar o preparo das áreas, com objetivo de iniciar os trabalhos no começo de outubro; já em Soledade, segue o manejo das áreas destinadas ao arroz pré-germinado.

O contraste entre regiões deve se manter nas próximas semanas. Enquanto o oeste gaúcho segue avançando com o apoio do tempo mais seco, os produtores da região de Pelotas dependem da estiagem para retomar o trabalho nas lavouras da Costa Doce. A evolução dos preços da saca de arroz também segue sendo monitorada pela Emater/RS-Ascar nos próximos boletins semanais.

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