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Meta lança Muse, IA que age sozinha, sem chegar ao Brasil

Ferramenta funciona por enquanto só nos Estados Unidos, via app, site e WhatsApp.

10 de setembro de 2026·Redação SulTV
Smartphone exibindo assistente de inteligência artificial em uso, tema do novo Muse da Meta
Smartphone exibindo assistente de inteligência artificial em uso, tema do novo Muse da Meta

A Meta apresentou nesta semana o Muse, um assistente de inteligência artificial que promete não apenas responder perguntas, mas executar tarefas completas — como pesquisar passagens aéreas, preencher formulários e fazer compras — em nome do usuário. O lançamento começou nos Estados Unidos, disponível para iPhone, Android, pelo endereço muse.ai e diretamente pelo WhatsApp, ainda sem data para chegar ao Brasil.

Um agente que trabalha sozinho

Para funcionar, o Muse é alimentado pelo modelo Muse Spark, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs e apresentado pela empresa como seu sistema mais avançado para tarefas que exigem planejamento e execução em várias etapas, não apenas respostas prontas. Segundo a Meta, um comando como "quero vender meu carro por pelo menos R$ 50 mil" faz a IA montar um plano, pesquisar referências de preço e acompanhar as etapas autorizadas, mesmo depois que o aplicativo é fechado.

Outro exemplo citado pela própria empresa: uma receita salva no Instagram pode virar lista de compras e sugestão de cardápio, já considerando restrições alimentares informadas pelo usuário. A ferramenta avisa quando há mudança no andamento de uma tarefa ou quando é preciso confirmar uma etapa mais sensível antes de seguir adiante.

Como funciona o controle de segurança

Toda a operação do Muse roda dentro de uma estrutura batizada de Muse Secure VM, uma máquina virtual criada individualmente para cada usuário, onde ficam armazenados o agente, os dados e as credenciais dos aplicativos conectados. Um segundo sistema, chamado Sentinel, atua como fiscal: segundo a Meta, nenhuma ação do Muse chega à internet sem passar por essa checagem, e tarefas como enviar um e-mail ou concluir uma compra exigem autorização explícita do usuário.

A companhia afirma que o usuário escolhe quais aplicativos ficam conectados e quais permissões cada um recebe — no e-mail, por exemplo, é possível liberar apenas a leitura ou também o envio de mensagens, com opção de revogar o acesso depois. Senhas e dados de pagamento não ficam visíveis diretamente ao agente, segundo a Meta, e o usuário tem acesso a um registro das ações realizadas. A empresa promete ainda uma versão futura, o Muse Confidential VM, prevista para este ano, com criptografia que impediria até a própria Meta de acessar os dados.

Lançamento restrito e alertas de segurança

O Muse começou a ser distribuído apenas nos Estados Unidos, com acesso pelo aplicativo em iPhone e Android, pelo endereço muse.ai ou diretamente pelo WhatsApp. Até o momento, não há data anunciada para a chegada da ferramenta ao Brasil.

A própria descrição do aplicativo na loja de aplicativos alerta que o Muse pode apresentar imprecisões ou realizar ações inesperadas, recomendando que o usuário acompanhe o funcionamento e intervenha quando necessário. Relatos sobre os testes internos indicaram problemas de segurança, confiabilidade e execução de tarefas antes do lançamento, o que levou a Meta a adiar a estreia do produto para reforçar as proteções.

A promessa da Meta é que, no futuro, o usuário deixe de abrir dez aplicativos diferentes para resolver uma tarefa e passe a delegar o processo inteiro a um agente de inteligência artificial. Enquanto o Muse não chega ao Brasil, a novidade sinaliza para onde caminham os assistentes digitais — e reforça a discussão sobre quanto de autonomia vale a pena entregar a uma IA que age em nome do usuário.

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