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Justiça libera volta de três casas de apostas no Brasil

TRF3 fixou multa diária de R$ 200 mil ao governo federal em caso de descumprimento; demais plataformas do setor continuam proibidas.

07 de novembro de 2026·Redação SulTV
Imagem ilustrativa. Foto: Ivo Brasil via Pexels
Imagem ilustrativa. Foto: Ivo Brasil via Pexels

Três plataformas de apostas online — Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online, administradas pela empresa CDA Gaming — foram autorizadas pela Justiça Federal a retomar as operações no Brasil nesta semana. A decisão, tomada pela desembargadora Adriana Pileggi, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo, impõe multa diária de R$ 200 mil ao governo federal caso a ordem não seja cumprida.

Como começou a disputa judicial

A proibição teve origem em medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que suspendeu o funcionamento das casas de apostas em todo o território nacional. Diante da restrição, a CDA Gaming recorreu à Justiça para garantir a continuidade das três plataformas. Em primeira instância, dois magistrados negaram o pedido da empresa.

A companhia recorreu ao TRF3, e a desembargadora Adriana Pileggi reverteu o entendimento anterior. Em sua decisão, a magistrada considerou que impedir o funcionamento de empresas já autorizadas pelo próprio governo, sem qualquer compensação pelos prejuízos, representa um 'verdadeiro confisco'. Com base nesse argumento, concedeu autorização provisória para a retomada das atividades enquanto o processo segue tramitando.

O que muda para quem usa as plataformas

A liberação vale exclusivamente para Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online. A Casa de Apostas já retomou o funcionamento na manhã de sexta-feira (6), horas após a publicação da decisão. As demais empresas do setor permanecem proibidas de operar no país, sujeitas às regras da medida provisória do governo federal.

A decisão também determina penalidade financeira ao poder público: se a União não cumprir a ordem judicial e mantiver as plataformas bloqueadas, o governo federal pode ser multado em R$ 200 mil por dia de descumprimento. O valor funciona como mecanismo de pressão para garantir o cumprimento da liminar enquanto o mérito da ação não é julgado.

O caso ainda não tem desfecho definitivo. O governo federal pode recorrer da decisão em instâncias superiores, o que significa que a autorização concedida às três plataformas pode ser revista nas próximas semanas. A disputa deve continuar pautando o debate sobre os limites das medidas do governo diante de empresas que já operavam legalmente no país antes da proibição.

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