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Federarroz aponta condições essenciais para viabilizar o Plano Safra 2026/2027

O setor orizícola do Rio Grande do Sul, base econômica fundamental para a Zona Sul, enfrenta um momento decisivo para a viabilidade do próximo ciclo produtivo. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) alertou que o Plano Safra 2026/2027

26 de junho de 2026·Redação SulTV
Foto: Pixabay - Imagem meramente ilustrativa
Foto: Pixabay - Imagem meramente ilustrativa

O setor orizícola do Rio Grande do Sul, base econômica fundamental para a Zona Sul, enfrenta um momento decisivo para a viabilidade do próximo ciclo produtivo. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) alertou que o Plano Safra 2026/2027 pode ter alcance limitado se não for acompanhado por medidas eficazes de renegociação de dívidas e redução nos custos do crédito. Segundo a entidade, o alto endividamento atual pode impedir que muitos produtores contratem novas linhas de financiamento, mesmo diante de um volume de recursos anunciado próximo a R$ 600 bilhões.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destaca que a repactuação das dívidas agrícolas é um requisito essencial para manter o setor ativo. A entidade defende que a subvenção ao custeio agrícola resulte em taxas de juros inferiores a 10% ao ano, valor considerado o limite máximo para garantir a rentabilidade em uma safra onde os preços do arroz permanecem pressionados. "Nas condições atuais, não há como viabilizar o pagamento com juros de dois dígitos", explica Nunes.

Além do custo do crédito, o seguro rural é uma preocupação prioritária. A Federarroz pleiteia um orçamento próximo a R$ 4 bilhões para este fim, visando cobrir os riscos elevados das lavouras. A expectativa é que o governo federal atenda às demandas das confederações rurais, garantindo recursos não apenas em volume, mas com condições de acesso que cheguem efetivamente à ponta, superando restrições financeiras. O avanço do PL 5.122/2023, que propõe linhas especiais para atingidos por eventos climáticos, também é visto como estratégico. Para os arrozeiros gaúchos, a operacionalização do Plano Safra deve priorizar a sustentabilidade econômica e a proteção contra as incertezas climáticas, garantindo que o montante bilionário se converta, de fato, em crédito liberado pelos bancos para o campo.

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