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Trump cita Brasil como principal fornecedor de carne para conter alta de preços nos EUA

Governo americano abre cota temporária de 300 mil toneladas com tarifas reduzidas por 90 dias; Brasil já supera em 2026 todo o volume exportado aos EUA em 2025.

10 de setembro de 2026·Redação SulTV
Reprodução/SulTV
Reprodução/SulTV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou o Brasil como um dos principais fornecedores para ampliar a importação de carne bovina pelo país, em meio ao menor rebanho americano em 75 anos, afetado por secas severas.

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O anúncio foi feito na Casa Branca, durante a assinatura de ordens executivas para o setor pecuário, dentro de um plano emergencial do governo americano para conter a inflação de alimentos. Segundo Trump, Brasil e Argentina estão entre os principais fornecedores do esforço para reabastecer o mercado interno dos Estados Unidos.

"A carne do Brasil, uma carne boa, uma carne limpa, uma carne de boa qualidade", afirmou Trump, em trecho traduzido e exibido no Redação SulTV desta terça-feira (08/09).

O governo americano abriu uma cota temporária de 300 mil toneladas de carne bovina magra, com tarifas reduzidas ou suspensas por 90 dias, dividida em etapas mensais entre setembro e novembro. A expectativa da Casa Branca é vender a carne importada por até 25% mais barata que os preços atuais no mercado americano.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABEC), o Brasil já superou em 2026 todo o volume exportado aos Estados Unidos em 2025 — foram mais de 241 mil toneladas só entre janeiro e agosto, alta de 28% frente ao mesmo período do ano passado.

A medida americana busca reduzir o preço da carne moída para o consumidor dos Estados Unidos, atingido pelo menor rebanho bovino do país em 75 anos, resultado de secas severas nos últimos períodos.

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