Federarroz alerta para risco de desemprego na Metade Sul com fim de incentivo fiscal
A economia da Zona Sul e da Metade Sul do Rio Grande do Sul enfrenta um momento de incerteza com o debate sobre a renovação do crédito presumido de ICMS para o setor arrozeiro.

O impacto social na Metade Sul é o ponto de maior preocupação
A economia da Zona Sul e da Metade Sul do Rio Grande do Sul enfrenta um momento de incerteza com o debate sobre a renovação do crédito presumido de ICMS para o setor arrozeiro. Em reunião na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (16), a Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz) e parlamentares da Frente Parlamentar em Defesa do Arroz cobraram do Governo do Estado a manutenção do benefício previsto no Decreto nº 58.296/2025, que garante competitividade ao grão gaúcho nos mercados de São Paulo e Minas Gerais.
O crédito presumido funciona como um mecanismo de dedução tributária que permite à indústria gaúcha reduzir os custos na hora de vender para outros estados. Sem esse incentivo, o arroz beneficiado no Rio Grande do Sul perde espaço para concorrentes de outras regiões, o que agrava a crise de um setor que já registra queda na área plantada — cerca de 90 mil hectares deixaram de ser cultivados recentemente devido aos altos custos de produção.
O impacto social na Metade Sul é o ponto de maior preocupação. Segundo Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, a região abriga um dos maiores parques industriais de arroz do mundo fora da Ásia e depende diretamente dessa cadeia para gerar renda. O vice-presidente da entidade, Roberto Fagundes Ghigino, alertou que o setor sustenta aproximadamente 24 mil empregos diretos. Caso o incentivo não seja renovado e apenas 10% das indústrias fechem as portas, mais de 2.400 postos de trabalho podem ser extintos na região.
Nesta terça-feira (17), o pedido de prorrogação será levado ao plenário da Assembleia Legislativa para coleta de assinaturas e posterior encaminhamento ao governador Eduardo Leite. Para as lideranças do setor, a medida não é apenas uma questão econômica, mas estratégica para evitar o esvaziamento industrial de uma das regiões que mais necessita de desenvolvimento no estado.
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