Estado vai apoiar sistemas antigranizo com até R$ 3,1 milhões por ano para vinhedos
Edital do Fundovitis cofinancia manutenção de geradores de iodeto de prata em municípios produtores de uva

O Governo do Rio Grande do Sul publica nesta sexta-feira (4/9) o Edital de Chamamento Público de Apoio à Manutenção e Operação de Sistemas Antigranizo, voltado a municípios da Serra Gaúcha, do Vale do Caí e áreas limítrofes. A iniciativa, viabilizada pelo Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis), busca reduzir a vulnerabilidade das propriedades produtoras de uva diante do granizo, que pode destruir a safra de um ano inteiro em um único evento.
Recursos e prazos
Serão destinados até R$ 3,1 milhões por exercício, a partir de 2027. A vigência dos convênios será de cinco anos, com estimativa de desembolso de até R$ 15,5 milhões. Os repasses começarão em 2027 e estarão condicionados às exigências legais, orçamentárias e fiscais do programa.
O edital vai selecionar propostas municipais para o cofinanciamento da manutenção e da operação de sistemas terrestres de dispersão de iodeto de prata, mesmo modelo já adotado em Santa Catarina. O recurso permitirá a aquisição de reagentes, o monitoramento meteorológico e a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos.
Segundo o governador Eduardo Leite, a resiliência climática costuma ser associada à proteção contra cheias e à estiagem, mas o granizo também é um desafio relevante. Ele afirmou que a iniciativa permite que os municípios apresentem projetos para receber apoio aos seus sistemas antigranizo.
Como funcionará o apoio
O Estado cofinanciará 20%, 25% ou 30% do custo anual de manutenção, conforme a pontuação obtida pelo município no chamamento. O valor mínimo previsto por convênio é de R$ 50 mil, e o máximo, de R$ 1 milhão por município.
A implantação inicial da infraestrutura não integra o repasse estadual. O Sicredi será parceiro da iniciativa e doará os equipamentos aos municípios.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, destacou que o objetivo é atuar em conjunto com municípios e setor produtivo para reduzir a vulnerabilidade das propriedades e dar mais segurança à produção.
Proteção à vitivinicultura
A iniciativa foi estruturada a partir das demandas dos municípios produtores de uva. A proposta é estimular uma atuação regional coordenada, com uma rede integrada de distribuição dos geradores, tendo o apoio estadual caráter complementar aos custos de operação.
O programa também prevê acompanhamento ambiental. Em análise preliminar, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) não identificou necessidade, neste momento, de licenciamento ambiental ordinário para o sistema, recomendando monitoramento específico e de longo prazo.
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