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CPI da Equatorial: Marcos Vinícius cobra respostas firmes sobre falhas no fornecimento de energia

03 de novembro de 2025·Redação SulTV
Deputado Marcos Vinicius, relator da CPI da CEEE, no Altos do Paraíso em Camaquã
Deputado Marcos Vinicius, relator da CPI da CEEE, no Altos do Paraíso em Camaquã

A instabilidade elétrica que atinge as comunidades rurais de Camaquã ganhou um retrato simbólico durante a entrevista da SulTV com o deputado estadual Marcos Vinícius, relator da CPI da Equatorial. No exato momento da conversa, a energia caiu — um sinal claro de que o problema está longe de ser resolvido.

Falando direto do Altos Paraíso Vinhedos, o parlamentar destacou a angústia dos produtores rurais, que enfrentam prejuízos com quedas e variações de tensão constantes. “Quem quer produzir precisa ter segurança técnica, e isso hoje não existe”, afirmou.

Marcos Vinícius explicou que a CPI já realizou quatro audiências públicas regionais e ouviu representantes do Ministério do Trabalho, Ministério Público e da própria Equatorial. Ele criticou a demora em apresentar soluções:

““Quando a Equatorial comprou a CE, sabia do passivo. Já se passaram três anos, e a empresa continua alegando herança de problemas. Isso é inaceitável.””

Segundo o relator, o problema vai além da empresa. A ANEEL, responsável pela concessão federal, arrecada cerca de R$16 milhões em taxas no Rio Grande do Sul, mas devolve menos de R$3 milhões à Agergs, que fiscaliza as operações. “A ANEEL está fazendo caixa em vez de investir na correção das falhas. Isso tem que mudar”, reforçou.

O deputado ainda denunciou terceirizações mal executadas, contratações irregulares e até falsificações de certificados de eletricistas — pontos que serão incluídos no relatório final. “Estamos cruzando informações com a Polícia Federal e convocando dirigentes da ANEEL, Agergs e das concessionárias para prestar depoimento.”

Sobre o andamento da CPI, o parlamentar informou que as próximas oitivas ocorrerão até o dia 15 de dezembro, incluindo dirigentes da CE e RGE, e que o governo do estado também será ouvido sobre os impactos econômicos.

““O papel da CPI não é fazer política, é resolver o problema da energia. Nosso relatório será técnico, forte e com responsáveis definidos.””

A visita de Marcos Vinícius a Camaquã reforça a urgência do debate sobre a qualidade da energia no campo — e evidencia o papel fiscalizador do Parlamento gaúcho diante de um problema que afeta diretamente a produção agrícola, o desenvolvimento regional e a vida das comunidades.

Para acessar a entrevista completa, visite o canal da SulTV no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Qyoz2tlepSs

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