ACIC alerta em Camaquã: dívidas com bets consomem 65% da renda e travam o comércio
Presidente da entidade compara avanço das apostas online a uma epidemia e articula campanha de conscientização na Costa Doce.

O endividamento das famílias virou motivo de alerta para o comércio de Camaquã e da Costa Doce. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Camaquã (ACIC), Ênio Waskow Nunes, 82% dos brasileiros estão com a renda comprometida, e as dívidas com as bets, as casas de apostas online, já consomem 65% da renda do trabalhador — sobrando apenas 35% para girar no comércio local.
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeUma 'droga silenciosa' nas telas
Nunes classifica as apostas como uma 'droga silenciosa' que entra pelas telas dos celulares e invade casas e empresas. Para ele, o estrago econômico se compara a uma epidemia, 'pior que a Covid'.
O presidente da ACIC relata casos de clientes que não sabem mais o que fazer diante de filhos adolescentes que gastam milhares de reais por dia em jogos. Ele critica influenciadores que vendem aposta como 'investimento' e o patrocínio massivo das bets no futebol.
Saúde mental e conscientização
A discussão também envolve a nova NR-1, que obriga as empresas a cuidar da saúde mental dos funcionários. Na visão de Nunes, a responsabilidade acaba recaindo sobre o empresário.
Para enfrentar o problema, a ACIC articula uma campanha de conscientização em conjunto com o Sindilojas e outras entidades da região.
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