Tornado em Pedro Osório tem ventos estimados em 200 km/h
Segundo tornado confirmado no RS em menos de dez dias não deixou vítimas, mas destruiu casas e estruturas rurais no distrito de Matarazzo.

Um tornado atingiu o distrito de Matarazzo, na zona rural de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, na tarde da quinta-feira (6), com ventos que podem ter ultrapassado os 200 km/h. O fenômeno destruiu casas, galpões e outras estruturas em propriedades rurais, mas não houve registro de mortos ou feridos, segundo avaliação preliminar dos danos.
Estragos concentrados na zona rural
Os maiores prejuízos foram registrados nas propriedades rurais da Vila Matarazzo. Casas, galpões, estufas e outras construções foram destruídos pela força dos ventos, enquanto árvores de grande porte foram arrancadas pela raiz ou tiveram os troncos partidos a vários metros de altura. Cercas, máquinas e equipamentos também ficaram danificados.
Algumas residências sofreram destelhamentos, enquanto outras construções foram praticamente reduzidas a escombros, com paredes derrubadas e destroços espalhados pelas propriedades. O tornado passou a cerca de 200 metros da área mais habitada da vila, que reúne aproximadamente 65 residências — caso o fenômeno tivesse cruzado diretamente o núcleo urbano, os danos poderiam ter sido ainda maiores. Na cidade de Pedro Osório também houve queda de árvores, postes derrubados e destelhamentos, embora esses estragos não estejam diretamente relacionados à passagem do tornado.
Segundo tornado confirmado no RS em dez dias
O episódio de Pedro Osório é o segundo tornado confirmado no Rio Grande do Sul em menos de dez dias. No fim de julho, outro tornado atingiu municípios da região Noroeste do estado, entre eles Giruá, Senador Salgado Filho e Sete de Setembro, deixando feridos e destruição em residências, estruturas rurais e na rede elétrica. Uma avaliação preliminar dos danos classifica o tornado de Pedro Osório na categoria F2 da Escala Fujita em alguns pontos, intensidade considerada inferior à do episódio registrado no Noroeste gaúcho.
Segundo explicações técnicas, o tornado se formou durante a passagem de uma intensa linha de instabilidade associada a um ciclone extratropical sobre o Uruguai. O encontro entre uma corrente de ar quente e úmido vindo do Noroeste e uma frente fria que avançava pelo estado aumentou o contraste entre os ventos em diferentes altitudes, favorecendo a rotação que deu origem à supercélula responsável pelo fenômeno.
Moradores da região seguem avaliando os prejuízos causados pela passagem do tornado, enquanto o episódio reforça a atenção às condições que favorecem tempestades severas no Sul do Rio Grande do Sul. A recorrência de fenômenos dessa intensidade em curto espaço de tempo mantém a orientação para que a população acompanhe alertas meteorológicos e busque abrigo seguro diante de sinais de tempestades fortes.
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