Tarifas e carga horária da enfermagem: Fábia Richter alerta para impactos do novo pedágio na BR-116
A região Centro-Sul do Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de transformações decisivas em sua infraestrutura logística e no atendimento à saúde. Em recente entrevista, Fábia Richter, ex-prefeita de Cristal e atual Secretária Estadual da Mulher, trouxe detalhes técnicos sobre o novo modelo de concessão da BR-116 e as negociações nacionais pelo piso da enfermagem

Em entrevista na SulTV, Fábia Richter trouxe detalhes técnicos sobre o novo modelo de concessão da BR-116 e as negociações nacionais pelo piso da enfermagem
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeA região Centro-Sul do Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de transformações decisivas em sua infraestrutura logística e no atendimento à saúde. Em recente entrevista, Fábia Richter, ex-prefeita de Cristal e atual Secretária Estadual da Mulher, trouxe detalhes técnicos sobre o novo modelo de concessão da BR-116 e as negociações nacionais pelo piso da enfermagem, temas que tocam diretamente o cotidiano dos moradores e a economia da Zona Sul.
Um dos pontos centrais de preocupação é o novo modelo de concessão da BR-116. Durante audiências públicas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Richter levantou alertas sobre o impacto financeiro dos projetos "Rota Portuária" e "Rota Integração do Sul". Segundo a secretária, o cálculo tarifário proposto para caminhões — que utiliza a base do veículo por eixo — deve superar os valores praticados anteriormente. Esse aumento nos custos logísticos pode comprometer a competitividade do Porto de Rio Grande, encarecendo o frete de produtos escoados pela rodovia.
Outro ponto crítico é a implementação do sistema Free Flow, que prevê cobrança eletrônica por trecho percorrido. A estimativa aponta para a instalação de mais de 15 pórticos na região sul, sendo seis deles localizados entre Camaquã e Porto Alegre. Richter também questionou o fato de obras como a Ponte de Jaguarão e as alças do Rio Guaíba, antes anunciadas com verbas federais, serem agora financiadas pelos usuários através das tarifas.
Na área da saúde, o foco está na jornada de trabalho da enfermagem. Após articulações em Brasília junto ao COFEN, busca-se reduzir a carga horária de referência para o piso salarial de 44 para 36 horas semanais. De acordo com a líder política, a votação está prevista para a primeira quinzena de abril, visando reduzir a sobrecarga dos profissionais que atuam na linha de frente. Fábia Richter confirmou que deixará a secretaria no início de abril para cumprir prazos eleitorais, mantendo sua atuação política voltada ao desenvolvimento regional. Confira entrevista completa no canal do YouTube da SulTV
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