Setembro Amarelo: RS registra mais de 1 mil mortes por suicídio em 2025
Identificação precoce dos sinais de sofrimento e acesso ao cuidado são apontados como fundamentais para a prevenção

O Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, reforça a importância de reconhecer sinais de sofrimento e de buscar os serviços de apoio à saúde mental. Dados preliminares apontam que o Rio Grande do Sul registrou 1.557 óbitos por suicídio em 2025, o que representa uma taxa de 14,6 por 100 mil habitantes.
Um desafio de saúde pública
Embora frequentemente associado apenas ao óbito, o comportamento suicida pode se manifestar de diferentes formas. Entre elas estão a ideação suicida, com ou sem plano de morte, os comportamentos autolesivos e as tentativas. Por isso, a identificação precoce dos sinais e o acesso oportuno ao cuidado são fundamentais.
Fenômeno complexo influenciado por fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e econômicos, o suicídio provoca impactos que se estendem além da pessoa que perde a vida, alcançando familiares, amigos e comunidades inteiras.
O que mostram os dados do RS
A análise por faixa etária revela diferenças entre homens e mulheres. Entre os homens, as taxas aumentam progressivamente com o avanço da idade, alcançando o maior índice entre pessoas com mais de 80 anos, com 52 óbitos por 100 mil habitantes.
No caso das mulheres, os maiores índices foram observados nas faixas de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos, com taxas de 9,4 e 8,8 óbitos por 100 mil habitantes, respectivamente.
Prevenção e onde buscar ajuda
A prevenção exige atuação articulada entre diferentes setores. Na área da saúde, pessoas com ideação suicida, comportamentos autolesivos ou histórico de tentativas devem ser acolhidas pela Rede de Atenção Psicossocial. A Atenção Primária à Saúde tem papel estratégico na identificação precoce e no encaminhamento adequado antes que a situação se agrave.
Especialistas destacam que a prevenção também está ligada à garantia de direitos sociais, como acesso à educação, saúde, alimentação, trabalho e moradia, e ao enfrentamento de situações que aumentam a vulnerabilidade ao sofrimento psíquico.
Quem está em sofrimento emocional não precisa enfrentar a situação sozinho. É possível buscar a unidade de saúde mais próxima da residência, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que funcionam como serviços de portas abertas, e o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, com atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia.
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