Samu de Pelotas capacita equipes para agir contra infarto
Cidade é a primeira do RS aprovada a usar trombolítico no atendimento pré-hospitalar, com financiamento garantido pelo Estado.

Enfermeiros do Pronto-Socorro e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Pelotas e região participam, desde quarta-feira (19), de uma capacitação em hemodinâmica no Hospital Beneficência Portuguesa. O treinamento ensina a identificar rapidamente pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e a aplicar a medicação trombolítica que age como vasodilatador do coração, ainda durante o atendimento de urgência.
Procedimento reduz riscos e agiliza recuperação
A hemodinâmica é um procedimento minimamente invasivo, no qual tubos finos chamados cateteres são inseridos nos vasos sanguíneos para avaliar o fluxo do sangue e a saúde do coração. É essa técnica que orienta a aplicação correta da medicação trombolítica nos pacientes em quadro de infarto.
Segundo o conteúdo do treinamento, o procedimento diminui os riscos de infecção, sangramento e dor no paciente, além de proporcionar uma recuperação mais simples e rápida em comparação a intervenções mais invasivas.
Pelotas é a primeira cidade do RS com a aprovação
A capacitação foi motivada pela deliberação do uso do trombolítico Tenecteplase pela Unidade de Suporte Avançado (USA) do Samu, medicação que reverte o quadro de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra e prolonga a estabilidade do paciente até a chegada ao hospital. Pelotas foi a primeira cidade do Rio Grande do Sul a receber essa aprovação, concedida pela Comissão Intergestores Bipartite do Estado, que também garante o financiamento do procedimento no município.
Com a medida em vigor, o paciente atendido pelo Samu já chega ao Pronto-Socorro com o processo de trombólise iniciado, reduzindo o intervalo entre o início dos sintomas e o começo efetivo do tratamento.
Como funciona o atendimento
Todo chamado de emergência por dor torácica ou precordial aciona a ambulância de Suporte Avançado do Samu. A equipe coleta o histórico do paciente pelo protocolo SAMPLA — sinais vitais, alergias, medicamentos em uso, passado médico, últimos alimentos ingeridos e ambiente da ocorrência — antes de decidir pela aplicação do trombolítico.
Segundo o coordenador do Samu de Pelotas, mais de 38 mil mortes por infarto foram registradas desde 2014, número que reforça a importância de reduzir o tempo de resposta nesses casos. Para qualificar ainda mais essa etapa, a cidade também prevê a aquisição de dois eletrocardiogramas para equipar as ambulâncias de Suporte Avançado.
A expectativa do Samu de Pelotas é que a capacitação amplie o número de profissionais aptos a aplicar o trombolítico com segurança, consolidando o município como referência no atendimento pré-hospitalar ao infarto no Rio Grande do Sul.
Com informações de pelotas.rs.gov.br
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