Pais relatam perda de bebê e falta de estrutura na saúde pública de Camaquã
Família aponta demora na transferência para UTI neonatal e falhas no atendimento à gestante

A comunidade da Zona Sul do Rio Grande do Sul acompanha com comoção o relato de um casal de Camaquã que perdeu um filho após dias de espera por atendimento especializado. O caso reacende o debate sobre a estrutura da saúde pública e o suporte a gestantes e recém-nascidos na Costa Doce.
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeO relato da família
Juliano Aguiar e Marilete Aguiar relataram o drama sofrido na última sexta-feira (02). Segundo os familiares, a gestante buscou atendimento médico ao apresentar perda de líquido no oitavo mês de gestação, mas foi orientada de que a situação seria normal.
Dias depois, já internada, a família enfrentou a necessidade de transferência para uma unidade de tratamento intensivo neonatal, que esbarrou na espera pelo sistema estadual de regulação de vagas.
Desafios na rede pública
O caso evidencia as dificuldades enfrentadas por moradores da região que dependem da rede pública em momentos críticos. Em Camaquã, cidade polo da Costa Doce, a falta de estrutura em saúde e a demora na liberação de vagas hospitalares voltam ao centro de um debate sensível sobre o atendimento a gestantes e recém-nascidos.
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