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RS: prefeituras têm até 3/10 para contestar índice do ICMS

Novo cálculo eleva peso da educação para 14,2% e reduz o da população entre os 497 municípios gaúchos que dividem o imposto.

06 de setembro de 2026·Redação SulTV
Documento oficial com números do repasse de ICMS às prefeituras do Rio Grande do Sul
Documento oficial com números do repasse de ICMS às prefeituras do Rio Grande do Sul

A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz) publicou novos índices provisórios que vão definir a fatia de cada um dos 497 municípios gaúchos na cota do ICMS em 2027. Os números substituem os dados divulgados em 26 de agosto e foram publicados na quinta-feira (3) no Diário Oficial do Estado, por meio da Portaria Sefaz 060/2026, depois da identificação de erros no relatório anterior. A partir de agora, as prefeituras têm até 3 de outubro para contestar os valores.

Como funciona o índice que reparte o ICMS

O Índice de Participação dos Municípios (IPM) determina, todos os anos, o percentual que cada cidade recebe do total arrecadado pelo Estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Quanto maior o índice de um município, maior a fatia do repasse que chega aos cofres da prefeitura para custear serviços como educação, saúde e infraestrutura.

Os dados usados no cálculo atual são referentes ao exercício de 2025 e vão valer para a distribuição de recursos em 2027. A Sefaz reforça que os números divulgados nesta etapa ainda são provisórios e podem ser alterados até a publicação da tabela definitiva, após o período de contestação.

Mudança no peso dos critérios de cálculo

Para o cálculo de 2027, o Estado alterou o peso de quatro critérios que compõem o índice. A participação da educação subiu de 12,8% para 14,2%, tornando-se um fator com influência ainda maior na distribuição dos recursos. Já o peso da população caiu de 4,2% para 2,8% na nova fórmula.

O critério de número de propriedades rurais teve leve redução, de 4,8% para 4,7%, enquanto o Programa de Integração Tributária passou de 0,7% para 0,8%. O índice de educação, especificamente, leva em conta a qualidade do ensino, a população do município, o nível socioeconômico dos estudantes e o número de matrículas no ensino fundamental da rede municipal.

Como contestar os índices provisórios

O prazo para questionar os números publicados na Portaria Sefaz 060/2026 vai até 3 de outubro, dentro dos 30 dias previstos após a divulgação. As contestações precisam ser feitas exclusivamente por meio de Protocolo Eletrônico — pedidos enviados por correio, e-mail ou apresentados presencialmente não serão considerados pela Sefaz.

Cada prefeitura pode apresentar apenas um protocolo de contestação. O procedimento é a única via para que os municípios peçam revisão dos critérios ou apontem inconsistências nos dados antes da publicação da tabela definitiva do IPM para 2027.

A definição final do índice tem impacto direto no orçamento de cidades da Costa Doce e do Sul do Rio Grande do Sul, que dependem da cota do ICMS para bancar parte de seus investimentos em educação, saúde e infraestrutura. Prefeituras da região que identificarem divergências nos novos números têm até outubro para buscar a correção junto à Sefaz, antes que os valores se tornem definitivos.

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