Queda no preço de arroz, soja e fumo aperta produtores da Costa Doce
Empresário e candidato a deputado federal detalha o tombo nos preços das três principais culturas da região e cobra securitização da dívida rural

As três principais culturas da região de Camaquã — arroz, soja e fumo — atravessam uma forte queda de preços que aperta o produtor rural e já contamina o comércio local, segundo balanço apresentado no Redação SulTV pelo empresário e candidato a deputado federal Marco Maranata (PSDB).
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeNo arroz, a saca que era comercializada a R$ 120 na safra passada caiu para a faixa de R$ 55 a R$ 60. "Só aí nós já temos uma desvalorização muito grande", afirmou Maranata, ao explicar que a indústria paga pelo produto conforme uma pauta mínima do Rio Grande do Sul — hoje em R$ 65 — e que o produtor precisa cobrir essa diferença mesmo vendendo abaixo desse valor. Segundo ele, a concorrência com arroz do Mercosul, sobretudo do Paraguai, agrava o cenário: "Nós temos o melhor arroz branco do mundo (...) e não conseguimos comercializar internamente por impasses e legislações estaduais que nos travam."
A soja seguiu trajetória parecida. De uma faixa de R$ 160 a R$ 200 a saca, o preço caiu para R$ 120. Maranata atribuiu a queda a anos seguidos de problemas climáticos na região — primeiro seca, depois enchente — que reduziram a produtividade e o estoque disponível para venda. Uma leve recuperação recente nos preços internacionais, ligada à melhora do clima nos Estados Unidos, não chegou a beneficiar boa parte dos produtores locais, que já haviam vendido a produção para pagar dívidas.
Já o fumo, segundo o empresário, teve a arroba desvalorizada de R$ 400 para R$ 200, num momento em que o setor cobra das fumageiras o cumprimento de compromissos firmados na COP para dar segurança aos produtores da cultura.
Securitização da dívida e diversificação
Maranata cobrou a securitização da dívida rural, medida que classificou como travada por falta de recursos do governo para repassar aos bancos. Para reduzir a dependência de arroz e soja, defendeu a diversificação com culturas de inverno como canola e girassol, já em expansão entre produtores da região e com mercado comprador estruturado.
Saúde da região
O candidato também citou a estrutura de saúde da Costa Doce, lembrando que o hospital de referência da região atende moradores de 21 municípios do Centro-Sul gaúcho, e defendeu investimento para transformá-lo em hospital de ensino, com atendimento permanente de médicos.
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