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Produtor retoma a granja da família e prepara os filhos para a sucessão no campo

Rogério Cano deixou a cidade para reconstruir a avicultura iniciada pelo avô em Nuporanga (SP) e já envolve os dois filhos na rotina do aviário

22 de agosto de 2026·Redação SulTV
Reprodução/Canal Rural
Reprodução/Canal Rural

Depois de anos trabalhando fora, o produtor Rogério Cano decidiu voltar à propriedade da família em Nuporanga, no interior de São Paulo, para reconstruir a produção que começou com o avô e passou pelo pai. Hoje ele cria frangos perto do abatedouro da JBS e já envolve os dois filhos, de 9 e 12 anos, na rotina do aviário.

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Em entrevista ao Canal Rural, exibida na Redação SulTV, Rogério contou que a propriedade era produtiva na época em que o pai plantava batata, mas ficou anos parada até a família decidir retomar a atividade com a avicultura. "Esse sítio foi uma sucessão familiar: veio do meu avô, do meu avô passou pro meu pai, do meu pai passou para nós. A ideia nossa é ir construindo esse legado, essa história, não deixar ela morrer", afirmou.

A proximidade com o abatedouro da JBS pesou na decisão de investir em frangos. "Isso agrega um valor maior pra gente, em termos de incentivo, valor de frango. Para nós foi muito viável isso e a gente decidiu e embarcou nessa", disse o produtor, que já tem três aviários e planeja construir mais dois nos próximos anos.

A mudança também significou deixar o conforto da cidade para viver na roça com a esposa e os dois filhos, Pedro Augusto, de 12 anos, e Maria Cecília, que completa nove. Segundo Rogério, o menino se interessa pela parte técnica do aviário e a menina já afirma que vai tocar o negócio no futuro. "Tento repassar o que eu herdei de herança dos meus pais, que foi honestidade, respeito, até um pouco de caridade", contou sobre os valores que busca transmitir à nova geração.

Legado para as próximas gerações

Rogério diz esperar que a avicultura garanta aos filhos uma fonte de renda independente, mesmo que eles sigam outros caminhos profissionais. "Cada um faz o destino que quiser. Mas eu queria que lá na frente, daqui a dez anos, a gente esteja num patamar maior, vendo que as coisas deram certo", afirmou, ao lembrar do próprio pai como referência de dedicação ao trabalho na propriedade.

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