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Preço do arroz avança 1,22% no RS e alta perde ritmo

Valorização acumula 22,46% em um ano, mas indústrias reduzem compras após repor estoques.

13 de setembro de 2026·Redação SulTV
Sacas de arroz empilhadas em armazém de beneficiamento no Rio Grande do Sul
Sacas de arroz empilhadas em armazém de beneficiamento no Rio Grande do Sul

O preço do arroz em casca negociado no Rio Grande do Sul fechou a semana encerrada em 10 de setembro cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% na comparação com os sete dias anteriores. Apesar do novo reajuste, o ritmo de valorização vem perdendo força nas últimas semanas, resultado da retração na procura das indústrias de beneficiamento, que já haviam recomposto os estoques necessários para a operação. O movimento chama atenção porque o arroz é um dos itens que mais pesam no orçamento das famílias, incluindo nos municípios da Costa Doce e do Sul do Estado.

Produtores seguram lotes e restringem oferta

Na origem, produtores com maior capacidade financeira seguem retendo lotes de arroz, na expectativa de condições de venda ainda mais favoráveis. Essa postura restringe a oferta disponível e continua sendo o principal fator de sustentação dos preços na região produtora, que inclui polos como Cachoeira do Sul.

Os negócios que aparecem no mercado costumam surgir apenas quando produtores enfrentam necessidade financeira imediata, sem representar um aumento estrutural na disponibilidade de grãos. Essa dinâmica segue limitando o potencial de recuo dos preços, mesmo diante de uma demanda industrial mais fraca nas últimas semanas.

Indústrias reduzem compras após repor estoques

Do lado das indústrias de beneficiamento, parte das unidades já recompôs os estoques necessários e reduziu o ritmo de compras, o que ajuda a explicar a desaceleração dos reajustes de preço observada na última semana. Ainda assim, a queda na procura não tem sido suficiente para reverter a tendência de alta, já que a disputa segue concentrada na diferença entre o valor pedido pelos vendedores e a capacidade de pagamento das unidades processadoras.

A entrada de indústrias de outras regiões do país no mercado gaúcho também eleva a concorrência por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é mais restrita. O fator pode intensificar a disputa por matéria-prima nas próximas semanas e manter pressão sobre os preços, mesmo com a demanda local mais contida.

Na comparação acumulada, a valorização do arroz em casca no Rio Grande do Sul chega a 11,95% em relação ao mês anterior e a 22,46% frente ao mesmo período do ano passado. O comportamento dos próximos dias deve depender de qual lado cede primeiro: se a demanda industrial voltar a crescer antes que os produtores ampliem as vendas, a alta pode ganhar força; se a procura seguir contida e compromissos financeiros levarem mais produtores a vender, o mercado tende à estabilização ou a uma correção moderada nos preços — um cenário que impacta diretamente o bolso do consumidor nas cidades da região.

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