Pelotas demole 7 casas em área de risco no Canal do Pepino
Sanep e Defesa Civil Nacional vão investir cerca de R$ 1 milhão para reconstruir outros oito trechos do canal.

A Prefeitura de Pelotas concluiu, no dia 31 de julho, a demolição de sete imóveis construídos em área de risco às margens do Canal do Pepino, no início da avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, na zona do Porto. A ação integrou a Secretaria de Proteção e Defesa Civil e o Sanep (Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas) e foi motivada pelo desabamento de cinco das sete construções em junho, quando não houve vítimas.
Demolição foi coordenada pela Defesa Civil
O processo de demolição começou na véspera da conclusão, comandado pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil, responsável por interditar a área após o desabamento constatado em junho. As famílias atingidas foram removidas dos imóveis e encaminhadas para a Casa de Passagem, equipamento municipal de acolhimento temporário.
O Sanep, autarquia responsável pelo saneamento na cidade, interditou o trecho comprometido e ficará à frente da reconstrução com recursos próprios. Os serviços previstos incluem refazer a encosta, recuperar os taludes e reconstruir o muro de contenção junto ao canal.
Aluguel social e cadastro habitacional
As famílias removidas já estão inseridas no cadastro habitacional conduzido pela Prefeitura e vão receber o aluguel social, benefício pago a moradores desalojados por situação de risco. A Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF) informa que é a primeira vez que o benefício é aplicado em Pelotas, medida adotada pela atual gestão municipal.
Outros oito trechos do canal serão reconstruídos
Além do ponto já demolido, outros oito trechos ao longo do Canal do Pepino têm recursos já aprovados pela Defesa Civil Nacional, no valor aproximado de R$ 1 milhão, para obras de reconstrução. O montante deve custear intervenções semelhantes às realizadas no primeiro trecho.
O secretário de Proteção e Defesa Civil, Milton Martins, afirmou que todas as famílias que residem a menos de 10,5 metros do eixo de um manancial ou macrocanal pluvial serão notificadas pela Prefeitura. 'Vamos abrir diálogo para uma solução de reassentamento e cadastro habitacional. Além de área de risco, esses espaços são necessários para a circulação de máquinas de limpeza e desobstrução dos canais, o que é fundamental para preparar a cidade contra cheias', afirmou o secretário.
A notificação das famílias que moram próximo a mananciais e canais pluviais deve ocorrer nas próximas semanas, conforme sinaliza a Secretaria de Proteção e Defesa Civil. A expectativa da Prefeitura é que as obras nos demais trechos do Canal do Pepino avancem assim que os processos de reassentamento forem concluídos, reforçando a prevenção contra cheias na zona do Porto.
Com informações de pelotas.rs.gov.br
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