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Pelotas debate política habitacional com problema de 33 mil casas

Prefeitura já entregou 2.460 moradias em 20 meses e mais 772 estão contratadas para 2027.

22 de agosto de 2026·Redação SulTV
Representantes do poder público e da sociedade debatem política habitacional em encontro na UCPel, em Pelotas.
Representantes do poder público e da sociedade debatem política habitacional em encontro na UCPel, em Pelotas.

Pelotas deu início nesta sexta-feira (21) ao projeto Todos pela Habitação, primeiro espaço permanente de diálogo para construir a política municipal de moradia. O encontro, promovido pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF) na Universidade Católica de Pelotas (UCPel), reuniu representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, universidades, movimentos sociais e usuários da política habitacional para discutir soluções para um problema que atinge 33.356 domicílios na cidade.

Prefeitura destaca ritmo de entregas

Na abertura do encontro, o prefeito Fernando Marroni afirmou que a força da cidade está no conhecimento acumulado por professores, gestores e movimentos sociais que já vivenciaram experiências de cooperativas habitacionais. Ele reforçou que moradia é um direito e citou a meta definida no plano de governo: construir quatro mil casas em quatro anos.

Segundo o prefeito, em menos de 20 meses de gestão, a Prefeitura já entregou 2.460 unidades habitacionais somando diferentes projetos na cidade. Outras 772 moradias já estão contratadas e têm entrega prevista para 2027, o que aproxima a meta municipal da marca de quatro mil casas.

Especialista abre debate sobre financeirização da moradia

A programação teve palestra de abertura do professor Paulo Roberto Rodrigues Soares, do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O tema tratado foi 'A Moradia em Tempos de Financeirização e Emergência Climática', relacionando o acesso à casa própria aos impactos econômicos e ambientais que afetam as cidades brasileiras.

Após a palestra, os participantes foram divididos em seis grupos de trabalho, cada um formado por representantes de diferentes segmentos da sociedade. As discussões abrangeram produção e acesso à moradia, regularização fundiária, melhorias em habitações inadequadas, áreas de risco e mudanças climáticas, território e infraestrutura, além de gestão, financiamento e dados sobre a política habitacional.

Diálogo será mantido em encontros permanentes

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Cassius Baumgarten, explicou que o encontro de sexta-feira (21) foi o primeiro de um espaço permanente de diálogo, que vai se manter até a formulação de uma política habitacional completa para o município. Segundo ele, Pelotas soma um problema habitacional estimado em 33.356 domicílios, entre déficit e situações de inadequação — números que, segundo o secretário, escondem famílias inteiras enfrentando a falta de moradia adequada no dia a dia.

Baumgarten adiantou que a cada novo encontro os participantes de cada segmento serão trocados, para ampliar o leque de propostas apresentadas. A expectativa da Secretaria é que entidades da sociedade civil, do poder público e do setor da construção civil cheguem às próximas reuniões com demandas mais amadurecidas, de forma a subsidiar a construção de uma política pública ampla para a habitação em Pelotas.

O projeto Todos pela Habitação deve seguir com novas rodadas de discussão nos próximos meses, reunindo os mesmos setores que participaram do encontro na UCPel. A Prefeitura de Pelotas ainda não divulgou data para o próximo encontro nem cronograma fechado para a conclusão da política habitacional.

Com informações de pelotas.rs.gov.br

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