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Pagamento com a palma da mão chega ao Brasil e promete ser o novo Pix

Tecnologia identifica o cliente em menos de meio segundo e deve chegar a máquinas de cartão e estabelecimentos ainda este ano

14 de setembro de 2026·Redação SulTV
Biometria palmar identifica o consumidor em menos de meio segundo e pode substituir cartão e celular
Biometria palmar identifica o consumidor em menos de meio segundo e pode substituir cartão e celular

Pagar apenas aproximando a palma da mão de um terminal, sem senha, cartão ou celular, pode se tornar realidade no Brasil ainda este ano. A tecnologia de biometria palmar identifica o consumidor em menos de meio segundo e é apontada por empresas do setor como uma solução que deve impulsionar ainda mais o uso do Pix no país.

Como funciona a biometria palmar

A tecnologia usa a palma da mão como forma de identificação. Sensores captam características da superfície e padrões vasculares que ficam sob a pele. Em uma das soluções, cerca de 400 pontos são transformados em um código matemático, chamado hash, gerado e autenticado em milissegundos. Confirmada a identidade, o pagamento é liberado.

A palma não movimenta o dinheiro sozinha: ela identifica e autentica o usuário, que precisa vincular previamente a mão a um método de pagamento, como uma conta para Pix ou um cartão. O consumidor faz o cadastro inicial da biometria uma única vez e depois vai habilitando o uso em outros locais e meios de pagamento.

Segundo as empresas, as imagens não ficam necessariamente armazenadas. A captura é transformada em um hash criptografado e irreversível, também descrito como um template biométrico, ou seja, uma representação matemática da palma.

Prazos e projetos em andamento

De acordo com Norberto Maraschin, vice-presidente de negócios de consumo e mobilidade da Positivo Tecnologia, a solução já está pronta do ponto de vista tecnológico, com projetos iniciando a partir de outubro. A empresa desenvolveu e fabrica um terminal que combina imagens em RGB e infravermelho para leitura da mão.

João Carlos Santos, CEO da fintech Treeal, responsável pela integração das soluções de pagamento, prevê que em até três meses haverá máquinas de cartão capazes de fazer a leitura da mão. A estimativa é que a tecnologia esteja disponível em alguns locais ainda este ano, mas com consolidação apenas em 2028. Entre as aplicações em desenvolvimento estão o Pix pela palma, o controle de comandas em estabelecimentos e a vinculação de cartões.

Segurança e uso no mundo

As empresas apontam a biometria palmar como mais segura que outras biometrias, com menor número de falsos positivos. O sensor consegue verificar se a leitura corresponde a uma pessoa real e detectar tentativas de fraude com imagens ou vídeos. Há ainda a possibilidade de identificar sinais de estresse e limitar valores, medida que poderia ajudar a evitar golpes.

No exterior, a tecnologia já tem aplicações comerciais, com registros de mais de 50 milhões de transações por mês em um dos sistemas em operação na China. Outras companhias também disputam o mercado brasileiro, com soluções voltadas a pagamentos, controle de acesso e cartões de benefícios.

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