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Maior parque eólico do RS, de R$ 4 bilhões, deve começar obras em 2027 em Dom Pedrito

Empreendimento de 750 MW deve gerar cerca de 3 mil empregos no pico das obras e ampliar em 40% a capacidade eólica do Estado

14 de outubro de 2026·Redação SulTV
Reunião sobre o parque eólico ocorreu durante a 93ª Farm Show, em Dom Pedrito. Foto: Lucas Vieira/Divulgação
Reunião sobre o parque eólico ocorreu durante a 93ª Farm Show, em Dom Pedrito. Foto: Lucas Vieira/Divulgação

A Casa dos Ventos prevê iniciar entre junho e julho de 2027 as obras de um parque eólico de 750 megawatts (MW) em Dom Pedrito, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Com investimento estimado em R$ 4 bilhões, o projeto deve ampliar em cerca de 40% a capacidade eólica instalada no Estado e está em fase final de ajustes para a obtenção da licença de instalação junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Detalhes apresentados na Farm Show

Aspectos do empreendimento foram discutidos nesta quarta-feira (14), durante reunião na 93ª Farm Show de Dom Pedrito, no Parque de Exposições Juventino Corrêa de Moura. O encontro reuniu representantes da Casa dos Ventos, da Prefeitura de Dom Pedrito e do Sindicato Rural do município, com o objetivo de esclarecer dúvidas e alinhar aspectos da implantação.

Segundo o gerente executivo de Desenvolvimento de Negócios da empresa, Vicente Ferrer, o projeto já possui conexão assegurada ao sistema elétrico e está na etapa final de ajustes ambientais e de planejamento. O parque será equipado com aerogeradores de tecnologia avançada e torres de maior altura, aproveitando a intensidade dos ventos da região e buscando reduzir a ocupação territorial.

"Entendemos o valor da terra aqui e queremos impactar o menos possível", afirmou Ferrer, que destacou a combinação entre a força do agronegócio local e o potencial dos ventos como oportunidade de desenvolvimento.

Empregos e mão de obra local

A estimativa é de aproximadamente 3 mil colaboradores no pico das obras, em um processo escalonado ao longo da implantação. A empresa trabalha com a meta de que pelo menos 50% da mão de obra seja local — em projetos anteriores, a média foi de 60% de trabalhadores da região.

"Existem programas específicos justamente para aproveitar essa mão de obra, capacitá-la, seja para nossos projetos, futuras expansões ou para outros projetos da região", explicou Ferrer.

Estradas e infraestrutura em debate

Um dos principais pontos da reunião foi a adequação dos acessos e estradas vicinais usadas durante a implantação. Dom Pedrito possui extensa malha rural e condições de solo que representam desafio para o transporte e o escoamento da produção.

O prefeito Diego da Rosa Cruz ressaltou a necessidade de antecipar o planejamento das rotas. "Temos mais de 2,5 mil quilômetros de estradas e um solo muito difícil. Isso nos preocupa", afirmou. O presidente do Sindicato Rural, Rodrigo Coradini, apontou as estradas como um dos maiores gargalos do município.

Ferrer disse que a questão já está no planejamento da empresa, que também avalia melhorias e alargamentos de acessos. "A gente entende que o agronegócio movimenta as estradas da região no período de safra e está longe de nós querer atrapalhar isso", afirmou.

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