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Fundesa-RS paga R$ 1,5 milhão em indenizações no RS

Produtores têm até 30 de outubro para quitar taxa obrigatória do fundo sanitário gaúcho

21 de outubro de 2026·Redação SulTV
Produtor consulta celular em frente a vacas leiteiras: taxa sanitária vence em 30 de outubro
Produtor consulta celular em frente a vacas leiteiras: taxa sanitária vence em 30 de outubro

O Conselho Deliberativo do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS), com sede em Estrela, aprovou a prestação de contas do terceiro trimestre de 2026 e confirmou o pagamento de mais de R$ 1,5 milhão em indenizações a produtores de leite entre 16 de julho e 15 de outubro. O valor cobriu o abate sanitário de 667 bovinos leiteiros dentro do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose, doenças que também podem ser transmitidas a humanos pelo consumo de leite e derivados sem controle sanitário — o que aproxima o tema do dia a dia de quem mora nas cidades e depende desses produtos à mesa.

Mais de R$ 3 milhões já investidos este ano

No acumulado de 2026, o Fundesa-RS já destinou R$ 3,1 milhões em indenizações por abate ou sacrifício sanitário, parte do trabalho de saneamento de propriedades gaúchas com foco na pecuária leiteira. Toda determinação de abate passa pela coordenação e fiscalização do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura do RS, enquanto a avaliação e aprovação do pagamento cabe ao Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do próprio fundo.

O valor pago a cada produtor segue uma tabela que considera nível genético e idade dos animais sacrificados, além do chamado risco alimentar, repassado junto com a indenização. O modelo busca garantir que propriedades afetadas por brucelose ou tuberculose sejam rapidamente saneadas, reduzindo o risco de contaminação da cadeia do leite que abastece o comércio urbano.

Prazo para pagar a taxa termina dia 30

Pela primeira vez, está em cobrança a nova taxa anual de R$ 1,33 por bovino ou bubalino, aprovada no fim de 2025. O prazo para quitação vai até 30 de outubro e o cálculo é feito com base no número de animais existentes na propriedade em 10 de julho, data-limite da Declaração Anual de Rebanho. O pagamento é feito pelo site www.fundesa.com.br.

A cobrança deixou de ser feita na etapa do abate — modelo que vigorou por 20 anos com recolhimento pelos frigoríficos — e passou a incidir uma única vez por ano sobre a existência do animal na propriedade. Os frigoríficos continuam recolhendo apenas a parte referente à indústria. Segundo o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, o pagamento da taxa ao Estado é obrigatório, mas a adesão ao fundo é voluntária: o produtor pode optar pela gestão privada do Fundesa-RS ou recolher diretamente ao Fesa.

Recursos vão alimentar seguro contra aftosa

O dinheiro arrecadado com a nova taxa passa a compor a chamada Conta Bovídeos, que vai concentrar recursos para o pagamento do seguro pecuário e para ações de prevenção à febre aftosa. Para ter direito a indenizações em caso de surto, o produtor precisa estar em dia tanto com o Fundesa-RS quanto com as obrigações sanitárias junto à Secretaria da Agricultura — o pagamento ao Fesa, por si só, não garante a cobertura pelo fundo privado.

O presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti, destacou que a entidade tem reforçado a divulgação sobre a importância da quitação do valor junto aos produtores. "As pessoas podem pensar só em indenização, mas o trabalho do Fundesa-RS vai muito além disso", afirmou. O fundo reúne doze entidades do setor de proteína, entre elas Farsul, Sindilat e Fetag-RS, e também recebe contribuições de indústrias das cadeias de corte, leite, suínos e aves.

Com o novo modelo de cobrança em seu primeiro ano de vigência, o Fundesa-RS passa a depender da regularização anual de cada propriedade para manter o ritmo de indenizações e sustentar a estrutura de resposta rápida contra brucelose, tuberculose e febre aftosa no Rio Grande do Sul. Para quem vive nas cidades do Sul do estado, o resultado prático aparece indiretamente na segurança sanitária do leite e da carne que chegam ao comércio local — um trabalho que segue em curso enquanto o prazo de pagamento da taxa aos produtores se encerra no fim deste mês.

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