Escala Fujita: o que um tornado faz com um galpão agrícola em cada categoria
Após o ciclone bomba com registros de vento acima de 200 km/h no RS, quadro de meteorologia do Redação SulTV detalha os danos do F0, que arranca telhas, ao F5, que só deixa o contrapiso

A passagem do ciclone bomba que provocou destruição no Rio Grande do Sul na quinta-feira (6) — com rajadas de 127 km/h na região e registros acima de 200 km/h no estado, segundo o INMET — deixou uma pergunta no campo: o que um tornado é capaz de fazer com um galpão agrícola? No Redação SulTV, o quadro de meteorologia respondeu com a escala Fujita, que classifica os tornados de F0 a F5 conforme a força dos ventos.
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeA ideia é ajudar quem produz a dimensionar o risco dos eventos extremos. "Para o produtor entender um pouco mais nessa situação, eu trouxe aqui o que um tornado faz num galpão agrícola conforme a intensidade", explicou o quadro de meteorologia do programa.
Do F0 ao F2: telhas, telhado e paredes
No nível mais baixo da escala, o F0, algumas telhas voam e há galhos quebrados. No F1, com rajadas na casa dos 180 km/h, "o telhado fica parcialmente destruído". No F2, quando o vento bate na casa dos 250 km/h, o dano muda de patamar: além de o telhado ser todo destruído, "algumas paredes já começam a ter grandes danos".
De F3 a F5: do colapso ao contrapiso
A parte mais crítica da escala começa no F3, com ventos de até 300 km/h. "O galpão colapsa. Fica todo um amontoado de detritos, mas ainda com algumas partes levantadas", descreveu o quadro. No F4, na casa dos 400 km/h, praticamente todo o galpão é destruído — e, diferentemente do F3, os detritos se espalham pelo entorno, em vez de ficar concentrados em uma área.
No extremo da escala está o F5, quando o vento passa dos 400 km/h: "Só sobra mesmo o contrapiso. Carrega tudo". É, nas palavras do quadro, "a situação mais grave, na qual não desejo que ninguém passe".
Com eventos extremos cada vez mais frequentes no Sul do Brasil, a escala serve de referência para o produtor rural avaliar a vulnerabilidade das instalações e o tamanho do risco a cada alerta de tempo severo.
📲 Receba as notícias da região no WhatsApp — siga o Canal da SulTV.
📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.
Mais de Clima

Banhado do Colégio segue há 48 horas sem energia após temporal em Camaquã
Moradores relatam transtornos e poste prestes a cair na estrada dos Galpões, com risco a pedestres e ônibus escolar

Camaquã tem quarta fria e calor de 30°C previsto para sexta
Aquecimento gradual começa já na quinta-feira e pede atenção às roupas em camadas na Costa Doce.

Vendaval deixa rastro de destruição na Zona Sul e São Lourenço do Sul decreta calamidade
Serviços essenciais são retomados aos poucos, mas telhados destruídos e falta de energia ainda afetam milhares de moradores da região.