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Emprego formal no RS cresce apenas 0,3% e fica na última posição do país

Serviços puxam saldo positivo, mas indústria e comércio perdem vagas em meio à desaceleração gaúcha

25 de setembro de 2026·Redação SulTV
Mercado de trabalho gaúcho mostra estabilidade e desaceleração no emprego formal em 2026
Mercado de trabalho gaúcho mostra estabilidade e desaceleração no emprego formal em 2026

O mercado de trabalho do Rio Grande do Sul manteve estabilidade nos principais indicadores no segundo trimestre de 2026, mas a geração de empregos formais desacelerou e colocou o estado na última colocação entre as unidades da Federação em percentual de expansão. Entre julho de 2025 e julho de 2026, o RS acumulou alta de apenas 0,3% no estoque de vínculos formais, cenário que exige atenção ao dinamismo econômico também na Zona Sul.

Indicadores estáveis

No segundo trimestre de 2026, a taxa de desocupação ficou em 4,2%, com participação na força de trabalho de 65,6% e nível de ocupação de 62,8%. A taxa de informalidade foi de 29,6%.

O estado registrou 5,9 milhões de pessoas ocupadas e 256 mil em busca de trabalho. Entre estas, 18,6% procuravam uma ocupação havia um ano ou mais. O percentual que reúne pessoas sem ocupação e trabalhadores que gostariam de ter mais horas de jornada ficou em 6,4%.

Os dados integram o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), com base na PNAD Contínua, do IBGE, e no Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Serviços puxam, indústria e comércio recuam

Entre julho de 2025 e julho de 2026, o RS teve saldo positivo de 8.907 postos formais, variação de 0,3%. Ao final do período, o estado somava 2,8 milhões de vínculos empregatícios.

O setor de serviços liderou o resultado, com 20 mil vínculos, seguido da agropecuária, com 584 postos. Em contrapartida, a indústria eliminou 8 mil vagas, o comércio recuou 3,2 mil e a construção perdeu 396 postos.

No recorte por sexo, o saldo foi positivo em 12,7 mil vínculos entre as mulheres e negativo em 3,8 mil entre os homens. Por escolaridade, houve saldos positivos de 11,2 mil postos na faixa com Ensino Médio completo e 9,3 mil com Ensino Médio incompleto.

Rendimentos em alta

O rendimento médio mensal real dos trabalhadores chegou a R$ 4.169 no segundo trimestre, valor estável em relação ao início do ano e 5,2% maior na comparação com o mesmo período de 2025.

A massa de rendimentos somou R$ 24,18 bilhões, alta de 6,2% ante o segundo trimestre do ano passado. A variação decorreu do aumento do rendimento médio, já que o número de pessoas ocupadas permaneceu estável.

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