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Diesel chega em menor volume no RS e preocupa transportadoras

Fetransul aponta compra do combustível por empresas de SC e do PR na mesma refinaria como causa do gargalo.

25 de setembro de 2026·Redação SulTV
Caminhão de carga sendo abastecido com diesel em posto de combustível no Sul do RS.
Caminhão de carga sendo abastecido com diesel em posto de combustível no Sul do RS.

Transportadoras, produtores rurais e revendedores de combustível do Rio Grande do Sul têm enfrentado dificuldade para receber a quantidade de diesel solicitada à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. Diante da incerteza sobre o cenário internacional de preços e abastecimento, empresas de logística do Sul do estado, região que inclui Pelotas, passaram a antecipar pedidos e reforçar estoques do combustível, usado no transporte de cargas e no abastecimento das revendedoras da região.

Refap garante abastecimento, mas demanda de fora do estado pressiona

Conforme o diretor de Infraestrutura da Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas (Fetransul), Paulo Ziegler, não há falta de diesel na origem: a Refap teria condições de atender toda a demanda do Rio Grande do Sul. O gargalo, segundo ele, está relacionado à compra do combustível por empresas de Santa Catarina e do sul do Paraná, que também abastecem parte da frota na refinaria gaúcha.

Essa concorrência por volume, somada à instabilidade nos preços internacionais do petróleo, tem levado transportadoras e postos revendedores do Rio Grande do Sul a anteciparem pedidos e ampliarem os estoques como forma de se proteger de eventual desabastecimento pontual, mesmo sem confirmação de que faltará diesel no estado.

Reflexo no transporte de cargas e no comércio regional

O diesel é o combustível que move a maior parte da frota de caminhões responsável por abastecer supermercados, revendas de material de construção, distribuidoras e o comércio em geral nas cidades da Costa Doce e do Sul do RS. Qualquer instabilidade na entrega às transportadoras tende a repercutir no custo do frete e, por consequência, no preço final de produtos que chegam às prateleiras.

Produtores rurais que dependem do transporte de insumos e do escoamento da produção também fazem parte do grupo que monitora de perto o fornecimento, já que picos de demanda concentrada podem gerar filas e atrasos nos pontos de abastecimento, mesmo em cenário de oferta considerada suficiente pela distribuidora.

A Fetransul deve continuar acompanhando a evolução do abastecimento junto à Refap e aos demais fornecedores que atendem o Rio Grande do Sul. Para transportadoras e revendedores da região de Pelotas, a orientação é manter o monitoramento dos pedidos e evitar compras por antecipação excessiva, já que a entidade reforça que não há, até o momento, confirmação de desabastecimento generalizado no estado.

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