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Segurança

Corregedoria da Brigada Militar prende quatro PMs em Porto Alegre

Apreensão incluiu mochila com cocaína dentro de viatura; três PMs seguem presos e uma está sob custódia hospitalar.

25 de agosto de 2026·Redação SulTV
Viatura da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, corporação que investiga o caso em sigilo
Viatura da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, corporação que investiga o caso em sigilo

Quatro policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) foram presos em flagrante na sexta-feira (21), durante uma operação conduzida pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar em Porto Alegre. A ação integra um inquérito policial militar que apura a posse de drogas, munições e outros materiais suspeitos encontrados com os agentes, entre eles uma mochila com pinos de cocaína localizada dentro de uma viatura policial.

Buscas atingiram casas, viaturas e veículos particulares

A operação foi realizada a partir de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Militar Estadual. As diligências ocorreram nas residências dos quatro investigados, em viaturas que estavam em patrulhamento no momento da ação e também em veículos particulares abordados quando os policiais deixavam o batalhão.

Segundo a Corregedoria-Geral, os agentes localizaram drogas, munições e outros materiais considerados suspeitos ao longo das buscas. Todo o conteúdo apreendido, incluindo a mochila com cocaína encontrada dentro de uma viatura, passou a integrar o conjunto de provas reunidas no inquérito policial militar, que tramita sob sigilo.

Prisões foram homologadas pela Justiça

Após as prisões em flagrante, os quatro policiais passaram por audiências de custódia, homologadas pela Justiça Militar Estadual. Três deles foram encaminhados ao Presídio Policial Militar, onde aguardam o andamento das investigações.

A quarta investigada, integrante da Força Tática do 1º BPM, permanece sob custódia no Hospital da Brigada Militar. Ela havia passado recentemente por um procedimento cirúrgico e segue no local durante a recuperação. A corporação informou que os nomes dos quatro só serão divulgados após a conclusão do inquérito e o encaminhamento do caso à Justiça Militar Estadual.

Corregedoria mantém sigilo sobre a linha de investigação

O corregedor-geral da Brigada Militar, Daniel Luizelli Altafini, afirmou que o inquérito busca esclarecer por que os policiais estavam em posse dos materiais apreendidos e qual seria a finalidade deles. Segundo ele, a presença de itens ilícitos com um integrante da corporação exige explicações, e a apuração vai determinar as circunstâncias do caso e a eventual responsabilidade individual de cada envolvido. A Corregedoria não confirmou oficialmente hipóteses específicas sobre o uso do material e informou que, por conta do sigilo do procedimento, não vai divulgar detalhes adicionais neste momento.

Em nota, a Brigada Militar confirmou as prisões e afirmou repudiar desvios de conduta praticados por integrantes da instituição, ao mesmo tempo em que ressaltou o direito dos investigados ao devido processo legal. As defesas dos quatro policiais, representadas pelo advogado Pablo Gomes, informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra dos elementos reunidos no procedimento.

A Corregedoria-Geral da Brigada Militar deve seguir com as diligências para tentar identificar a origem das drogas e munições apreendidas, a finalidade dos materiais e a participação de cada um dos quatro policiais no caso. Até a conclusão do inquérito policial militar, que tramita sob sigilo, novos detalhes só devem ser confirmados quando o procedimento for encaminhado à Justiça Militar Estadual.

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