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Comércio de Camaquã tem 2ª edição do Dia da Experiência do Cliente neste sábado

Ação do Sindilojas Costa Doce com o Conselho de Inovação (Inove) reúne 23 lojas, quase o dobro do ano passado, apostando no atendimento humanizado para competir com o comércio eletrônico

29 de agosto de 2026·Redação SulTV
Reprodução/SulTV
Reprodução/SulTV

O comércio de Camaquã promove neste sábado (30/08) a segunda edição do Dia da Experiência do Cliente, ação que reúne 23 lojas e empresas da cidade — quase o dobro das 15 participantes do ano passado. A iniciativa é do Sindilojas Costa Doce em parceria com o Conselho de Inovação de Camaquã (Inove), dentro do projeto Inova Varejo.

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O projeto nasceu da necessidade de reverter a fuga de clientes das lojas físicas para o comércio eletrônico, segundo Giovani Barbosa, presidente do Inove. "Essa é a grande questão: incentivar que os lojistas do município possam cativar mais o cliente, melhorar o atendimento, entregar alguma coisa diferente que faça o cliente pensar que vale a pena visitar a loja porque tem algo acontecendo", afirmou.

Segundo Jane Kila, gerente executiva do Sindilojas Costa Doce, a ação chega ao segundo ano consecutivo dentro do Inova Varejo, projeto ligado ao GT Comércio e Varejo do Inove. "O ano passado foram 15 lojas participantes. Esse ano nós temos 23 participando", disse. De acordo com ela, todo o comércio central de Camaquã abraçou a proposta, e cada loja decide livremente como vai receber o cliente no sábado — de uma promoção a um brinde ou um atendimento diferenciado.

Capacitação com Sebrae e Senac

Antes da data, o Inove promoveu um workshop de capacitação em parceria com o Sebrae e o Senac, com mais de 50 participantes entre empresários e interessados no tema. Barbosa citou tendências apresentadas na NRF, a maior feira de varejo do mundo, realizada em Nova York: em vez de apostar só em tecnologia, grandes redes internacionais têm investido em humanizar a experiência dentro das lojas físicas — caso de uma rede americana de artigos esportivos que instalou uma quadra de tênis dentro de uma unidade para os clientes testarem os produtos.

Para Barbosa, a inteligência artificial deve ser usada para agilizar processos, mas o contato final com o cliente precisa continuar humano. "Hoje, acessar um WhatsApp e ficar falando com o robô não torna o contato dinâmico. Parece que eu sou mais um número dentro de um CRM", disse, defendendo que quem souber equilibrar tecnologia e atendimento pessoal "está conseguindo dominar o mercado".

Jane Kila destacou ainda que a diferença de preço entre o comércio local e as grandes redes online tem diminuído — o que reforça o argumento do retorno para o município. "Se você compra online, pode até pagar um pouco mais barato, mas o retorno dos tributos da mercadoria não vem para cá. Comprando no comércio local, esse recurso volta depois em investimento na tua rua, na tua casa", afirmou.

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