APAE Camaquã: veja como entidade ampliou estrutura e apoia mais de 300 usuários
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Camaquã, uma instituição vital para a região da Costa Doce do Rio Grande do Sul, iniciará uma nova fase de gestão. Recentemente reeleita para um mandato de três anos, a diretoria liderada pelo presidente João Francisco de Souza Aguiar e pela diretora Vera Jacobsen destacou os avanços e os complexos desafios na manutenção dos serviços de educação especial, saúde e assistência social.

João Francisco de Souza Aguiar e Vera Jacobsen em entrevista na SulTV detalharam reeleição e ampliação da APAE Camaquã
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeA Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Camaquã, iniciará uma nova fase de gestão. Recentemente reeleita para um mandato de três anos, a diretoria liderada pelo presidente João Francisco de Souza Aguiar e pela diretora Vera Jacobsen destacou os avanços e os complexos desafios na manutenção dos serviços de educação especial, saúde e assistência social, durante entrevista ao programa Redação SulTV, desta terça-feira (02).
A credibilidade da APAE na comunidade, conquistada ao longo de décadas, sustenta a missão de acolher não apenas os usuários com deficiência, mas também suas famílias. Atualmente, a entidade atende um total de 317 usuários e seus núcleos familiares, abrangendo Camaquã e outros municípios da região, como Arambaré, Cristal, Chuvisca e Sentinela do Sul. O trabalho da instituição é segmentado em três pilares essenciais: educação especial, assistência social e saúde, com a manutenção de uma escola regularizada e uma clínica que atende pelo SUS.
Um dos grandes destaques da gestão foi a expansão física da sede. A área construída saltou de 2.100 m² para 3.000 m², um aumento superior a 40%. Esta ampliação, viabilizada principalmente por emendas parlamentares federais e impositivas de vereadores, inclui a construção de um ginásio de esportes e a climatização de todas as salas, visando maior conforto e acessibilidade aos usuários.
No entanto, o custo de manutenção da estrutura e dos atendimentos clínicos segue como um obstáculo. O pagamento do Sistema Único de Saúde (SUS) por atendimento clínico é de apenas R$ 17,67 ou R$ 17,89. Este valor é considerado deficitário e insuficiente para manter profissionais especializados, como neuropediatras e fonoaudiólogos, o que gera uma fila de espera, sobretudo para crianças mais velhas que não iniciaram a estimulação precoce.
Para combater o déficit e garantir o atendimento, a APAE busca ativamente recursos através de programas como o "Conviver", que permitiu o aumento de 250 para 317 famílias atendidas, e o "TeleAPAE", um sistema de doação mensal que financiou a aquisição do terreno do ginásio. O foco no apoio familiar inclui o "Clube de Mães", que oferece capacitação para o mercado de trabalho, reconhecendo a dedicação das mães atípicas.
O impacto positivo do trabalho da APAE Camaquã na educação especial e no desenvolvimento fica evidente nas conquistas esportivas, com três atletas da instituição se preparando para representar a região nas Olimpíadas Nacionais em Brasília, um marco de superação e inclusão social.
Veja a entrevista completa no canal da SulTV no YouTube:
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