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Vaquinha em Camaquã busca R$ 2.945 para caneta de adrenalina

Ana Vitória, de 7 anos, tem alergia a sete alimentos e já sofreu dois choques anafiláticos; família também busca ajuda para consulta médica particular.

31 de agosto de 2026·Redação SulTV
Caneta autoinjetora de adrenalina é item essencial para emergências alérgicas de Ana Vitória, 7 anos
Caneta autoinjetora de adrenalina é item essencial para emergências alérgicas de Ana Vitória, 7 anos

Uma campanha solidária busca arrecadar R$ 2.945 para comprar uma nova caneta autoinjetora de adrenalina para Ana Vitória, menina de 7 anos moradora de Camaquã diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e alergia severa a sete alimentos. A mãe da criança, Taiane Vargas, detalhou nesta segunda-feira (31) os motivos da mobilização, que também pretende custear uma consulta médica particular para investigar a suspeita de uma síndrome rara.

Alergias severas e risco de choque anafilático

Ana Vitória tem TEA com nível 2 de suporte e apresenta reação alérgica a sete alimentos, além de sensibilidade ao látex, segundo relato da mãe. O quadro exige cuidados constantes com alimentação e com os ambientes frequentados pela menina no dia a dia em Camaquã.

A criança já sofreu dois choques anafiláticos, reações graves que podem comprometer a respiração em poucos minutos. Por isso, a família busca garantir uma nova unidade da caneta autoinjetora de adrenalina, dispositivo que permite a aplicação rápida do medicamento e ajuda a estabilizar o quadro até que a criança receba atendimento médico especializado.

Medicamento importado custa R$ 2.945

Conforme Taiane, a caneta de adrenalina precisa ser importada e custa atualmente R$ 2.945. A família já conseguiu adquirir o produto em outras ocasiões por meio de campanhas solidárias, mas a unidade anterior está com o prazo de validade vencido, o que torna necessária a compra de um novo item.

Taiane relatou ainda que buscou o fornecimento do medicamento pela via judicial, mas os pedidos foram negados. Diante da negativa, ela pretende ingressar com uma nova ação e, enquanto isso, decidiu recorrer novamente à solidariedade da comunidade para viabilizar a compra.

Como ajudar a campanha

As contribuições podem ser feitas por meio da chave Pix vinculada ao telefone (51) 98960-7202, em nome de Taiane. A campanha aceita doações de qualquer valor e também busca apoio de empresas e comerciantes interessados em oferecer produtos para a realização de rifas.

Parte dos recursos também será destinada a uma consulta médica particular, já que uma médica levantou a possibilidade de Ana Vitória apresentar uma síndrome rara e encaminhou a menina para avaliação genética. A família aguarda atendimento pela rede pública, mas pretende antecipar a consulta particular para acelerar a investigação. Taiane afirmou que pretende prestar contas dos valores arrecadados, como fez em campanhas anteriores.

Apesar das dificuldades, Taiane destaca os avanços de Ana Vitória, que passou do nível 3 para o nível 2 de suporte e apresentou evolução na comunicação — recentemente, a menina verbalizou de forma espontânea que queria passear com a mãe. Já alfabetizada, ela frequenta a escola, realiza terapias no Centro do Autista e demonstra interesse por livros e música. Caso o exame genético confirme a suspeita de síndrome rara, a criança deverá receber acompanhamento especializado em Porto Alegre — um novo capítulo que a família de Camaquã segue enfrentando com o apoio da comunidade.

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