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Uso errado do pisca-alerta pode gerar multa em Camaquã

Hábito de ligar o dispositivo para garantir vaga ou enfrentar chuva forte é um dos equívocos mais comuns entre quem dirige na Costa Doce.

05 de novembro de 2026·Redação SulTV
Botão do pisca-alerta em painel de veículo: uso fora de emergência pode ser multado em Camaquã
Botão do pisca-alerta em painel de veículo: uso fora de emergência pode ser multado em Camaquã

Motoristas de Camaquã têm repetido um erro comum no uso do pisca-alerta, acionando o dispositivo em situações do dia a dia — como para garantir vaga, parar em fila dupla ou atravessar cruzamentos — quando a função do equipamento é sinalizar risco real aos demais condutores. O uso fora das situações previstas na legislação de trânsito é considerado infração e pode resultar em multa para quem dirige na Costa Doce.

Os erros mais frequentes no trânsito local

Entre os hábitos mais observados está o acionamento do pisca-alerta para 'garantir' uma vaga de estacionamento enquanto o motorista aguarda dentro do veículo, prática que não tem nenhum efeito legal e não livra o condutor de ser autuado por estacionamento irregular. Outro erro recorrente é manter o dispositivo ligado durante toda a condução em dias de chuva forte, o que esconde dos outros motoristas a real intenção de quem está sinalizando — se vai virar, mudar de faixa ou realmente parar.

Também é comum o uso do pisca-alerta em cruzamentos e rotatórias, como se fosse sinalização de prioridade, ou durante paradas rápidas para embarque e desembarque de passageiros em locais sem risco imediato. Em todos esses casos, o equipamento é usado fora da finalidade prevista, o que caracteriza infração de trânsito e pode levar à aplicação de multa ao condutor.

Para que serve o pisca-alerta, afinal

O pisca-alerta — tecnicamente chamado de luz de advertência — deve ser utilizado apenas em situações de emergência real: quando o veículo quebra e precisa parar na via, em caso de acidente, durante operação de reboque ou quando há perda súbita de visibilidade que obrigue o motorista a reduzir a marcha de forma abrupta. A orientação da legislação de trânsito é que o dispositivo sinalize risco e peça atenção redobrada de quem vem atrás, não que substitua a seta de direção ou justifique parada irregular.

Fora dessas situações, o uso constante do pisca-alerta tende a produzir o efeito contrário ao pretendido: com o giro ligado o tempo todo, os outros motoristas perdem a referência de quando há, de fato, um problema na pista, o que aumenta o risco de colisões nas ruas urbanas de Camaquã e das demais cidades da Costa Doce.

O que diz a legislação

O uso indevido do pisca-alerta é tratado pelo Código de Trânsito Brasileiro como infração, já que o equipamento é classificado como item de segurança com finalidade específica. Usar o dispositivo fora das hipóteses previstas pode ser autuado por agentes de trânsito e resultar em multa ao condutor, além de pontos na carteira de habilitação, conforme a gravidade da infração.

Para evitar autuação, a orientação é reservar o pisca-alerta para os momentos em que ele realmente comunica um perigo aos demais motoristas, e recorrer à seta de direção para as manobras do cotidiano, como mudar de faixa, entrar em uma rua ou sair de um estacionamento.

A tendência é que o tema continue sendo pauta no trânsito das cidades da Costa Doce, já que o uso incorreto do pisca-alerta é um hábito antigo entre motoristas brasileiros. Manter a atenção ao uso correto do equipamento ajuda a reduzir riscos de acidentes e evita autuações desnecessárias para quem circula diariamente por Camaquã e pelas cidades vizinhas.

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