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UFSM atualiza nota técnica sobre El Niño na Bacia do Prata

Documento nº 5/2026 é assinado com a Universidad Nacional del Nordeste e cobre o período 2026-2027 do fenômeno.

23 de setembro de 2026·Redação SulTV
Mapa climático da Bacia do Prata: parceria entre UFSM e universidade argentina monitora chances de El Niño 2026-2027.
Mapa climático da Bacia do Prata: parceria entre UFSM e universidade argentina monitora chances de El Niño 2026-2027.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participaram da elaboração da Nota Técnica Conjunta nº 5/2026, documento que atualiza o monitoramento do fenômeno El Niño para o período 2026-2027 e traz perspectivas hidrometeorológicas para a Bacia do Prata — sistema hídrico que abrange grande parte do Rio Grande do Sul. O trabalho foi produzido em cooperação com a Universidad Nacional del Nordeste (UNNE), da Argentina, e reúne orientações para preparação e comunicação de risco diante de possíveis chuvas intensas e cheias na região.

Cooperação científica entre Brasil e Argentina

O documento foi elaborado pelo Grupo de Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) da UFSM, em parceria com o Departamento de Hidráulica da Faculdade de Engenharia da UNNE. A análise tem foco na Província do Chaco, na Argentina, e na Bacia do Prata como um todo, área que conecta o clima do território argentino ao regime de chuvas do Rio Grande do Sul.

A nota técnica reúne e compara dados de organismos meteorológicos e hidrológicos nacionais e internacionais, analisa as previsões de precipitação para os próximos meses e detalha a situação das principais sub-bacias que compõem o sistema do Prata. O documento também apresenta orientações voltadas à preparação e à comunicação de risco, pensadas para orientar gestores públicos e a população diante de eventos extremos.

El Niño aumenta risco, mas não garante chuva extrema

Segundo o professor da UFSM Daniel Allasia Piccilli, um dos pontos centrais do documento é que o fortalecimento do El Niño eleva determinadas probabilidades climáticas, mas não permite concluir, de forma automática, que ocorrerão chuvas extremas ou inundações em todos os territórios cobertos pela Bacia do Prata.

A avaliação reforça a importância de acompanhar boletins oficiais ao longo dos próximos meses, já que o comportamento do fenômeno pode variar de forma significativa entre as diferentes sub-bacias da região — incluindo áreas do Rio Grande do Sul historicamente afetadas por cheias associadas a anos de El Niño mais intenso.

A publicação também gerou repercussão pública na Argentina, com divulgação institucional pela UNNE, o que ampliou a visibilidade da cooperação científica entre as duas universidades. Novas atualizações da nota técnica conjunta devem acompanhar a evolução do fenômeno ao longo da temporada 2026-2027, reforçando o monitoramento hidrometeorológico compartilhado entre pesquisadores brasileiros e argentinos.

Com informações de ufsm.br

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