UFPel investiga denúncia de racismo após troca de e-mails
Servidora atingida registrou boletim de ocorrência nesta quarta e caso pode seguir à comissão disciplinar da universidade.

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) abriu procedimentos internos para apurar uma denúncia de racismo envolvendo um servidor da instituição. O caso surgiu depois de uma troca de e-mails institucionais iniciada na segunda-feira (31), quando o servidor teria usado uma expressão de cunho racista em uma das mensagens. A servidora que recebeu o conteúdo denunciou o episódio e, nesta quarta-feira (2), registrou um boletim de ocorrência pela internet junto à Polícia Civil. A universidade confirmou, em nota, que trata o caso como racismo e já acionou os procedimentos internos previstos para a situação.
Denúncia nasceu em troca de e-mails institucionais
Segundo o relato apresentado à universidade, a mensagem com o termo considerado racista foi enviada durante a troca de e-mails de trabalho na segunda-feira (31). A servidora que recebeu o conteúdo levou o caso ao conhecimento da instituição ainda naquele dia, dando início à movimentação interna que culminou na abertura da apuração formal nesta semana.
Um movimento negro ligado à comunidade universitária também se manifestou publicamente sobre o episódio, reforçando a repercussão do caso dentro do ambiente acadêmico. A mobilização em torno da denúncia contribuiu para que a UFPel reconhecesse o caso como uma situação de racismo já na noite de terça-feira (1º).
Como segue a apuração dentro e fora da universidade
A UFPel acionou, na noite de terça-feira (1º), os procedimentos previstos na política Bem Viver UFPel, criada para prevenir e enfrentar diferentes formas de violência dentro da comunidade universitária. Pelo rito da política, a denúncia segue inicialmente para o Gabinete da Reitoria, responsável por uma primeira análise do episódio antes de definir os próximos encaminhamentos.
Conforme o resultado dessa avaliação, o caso pode ser remetido à Comissão Permanente de Processos Administrativos Disciplinares (CPPAD), instância responsável por dar andamento à apuração administrativa envolvendo servidores da universidade. Paralelamente, o boletim de ocorrência registrado pela servidora nesta quarta-feira (2) também pode resultar em investigação na esfera criminal, ainda que o registro on-line não tenha sido, até o momento, encaminhado a um delegado responsável, segundo a Polícia Civil.
Até o momento, a UFPel não divulgou quais medidas específicas poderão ser adotadas em relação ao servidor citado na denúncia, e o caso segue sob apuração tanto na esfera administrativa quanto na criminal. Os próximos passos dependem da análise do Gabinete da Reitoria e do encaminhamento do boletim de ocorrência a um delegado, o que deve definir os rumos do processo nas próximas semanas.
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