
Cooperativa destina R$ 70 bilhões em crédito no país, alta de 17,6% no volume total.
O Sicoob confirmou um pacote de R$ 70 bilhões em crédito agrícola para o novo ciclo 2026/2027 em todo o país, dos quais R$ 2 bilhões foram reservados exclusivamente para a produção do Rio Grande do Sul. O montante representa alta de 17,6% em relação ao ciclo anterior e contempla linhas de custeio, investimento e comercialização, da agricultura familiar aos médios produtores rurais.
Agência do Sicoob no Sul do RS, onde produtores buscam linhas de crédito para o novo ciclo agrícola.
Crescimento de 17,6% no volume liberado
O gerente de Agronegócio do Sicoob, Maicon Del Sacramento, informou que o novo pacote de crédito é 17,6% maior do que o volume disponibilizado no ciclo anterior, reforçando o apoio da cooperativa ao setor produtivo em todo o Brasil. Do total nacional, R$ 2 bilhões foram reservados especificamente para operações no Rio Grande do Sul.
Os recursos abrangem as fases de custeio, investimento e comercialização, contemplando desde pequenos produtores enquadrados no Pronaf até médios produtores do Pronamp. A ampliação do volume disponível ocorre em meio ao aumento de custos de produção e à busca por capital de giro entre produtores da Costa Doce e do Sul do estado.
Pronaf cresce 39% e beneficia a agricultura familiar
Para a agricultura familiar, enquadrada no Pronaf, o Sicoob vai disponibilizar R$ 11,5 bilhões em crédito, um salto de 39% na comparação com o ciclo anterior. A linha atende produtores de menor porte, que respondem por parcela relevante dos alimentos consumidos nas cidades da região.
Já para os médios produtores, enquadrados no Pronamp, o volume disponível soma R$ 15,8 bilhões. Juntas, as duas linhas concentram mais de R$ 27 bilhões do total nacional, reforçando o peso da agricultura familiar e dos médios produtores na estratégia de crédito da cooperativa para o novo ciclo.
O que o crédito representa para as cidades da região
Mesmo para quem mora na cidade, o volume de crédito liberado ao campo tem efeito direto no dia a dia: a renda gerada pela produção rural movimenta o comércio, os serviços e o mercado de trabalho de municípios como São Lourenço do Sul, Camaquã, Tapes e Cristal. Parte relevante do consumo urbano da região depende da produção financiada por esse tipo de operação de crédito.
Com o aumento de 17,6% no volume nacional e a reserva de R$ 2 bilhões para o Rio Grande do Sul, a expectativa da cooperativa é sustentar o ritmo de investimento no campo e, por consequência, manter aquecida a economia das cidades que dependem da cadeia produtiva rural.
O crédito passa a ser liberado ao longo do novo ciclo 2026/2027, seguindo o calendário nacional de financiamento agrícola coordenado pelo governo federal. A SulTV segue acompanhando os desdobramentos do financiamento rural e seus reflexos na economia das cidades do Sul do Rio Grande do Sul.
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