São Lourenço do Sul decreta calamidade pública após vendaval com rajadas de 96 km/h
Terceiro decreto climático do município desde agosto tem vigência de 180 dias e busca apoio estadual e federal

A Prefeitura de São Lourenço do Sul declarou Estado de Calamidade Pública nas áreas atingidas pelo vendaval registrado na madrugada de segunda-feira (21). A medida, formalizada pelo Decreto nº 7.077, considera a gravidade dos danos à infraestrutura pública e privada e o comprometimento da capacidade de resposta do município diante da sucessão de eventos extremos ao longo do ano na Costa Doce.
Como foi o vendaval
Segundo o Decreto, a tempestade atingiu áreas urbanas e rurais entre 1h e 2h30 da madrugada, com volumes de chuva entre 40 e 80 milímetros, conforme a localidade, e rajadas de vento que chegaram a 96,12 km/h.
O desastre foi classificado como tempestade local/convectiva – vendaval, de nível III, conforme a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (COBRADE 1.3.2.1.5). A declaração abrange as áreas identificadas no Formulário de Informações do Desastre (FIDE) e nos demais documentos anexos ao Decreto.
Terceiro decreto climático desde agosto
A decisão leva em conta o histórico recente de instabilidade climática no município. Em janeiro, São Lourenço do Sul registrou tempestades e chuvas intensas que atingiram a área urbana e as margens da Lagoa dos Patos. Em agosto, o vendaval e ciclone extratropical do dia 6 e as chuvas intensas dos dias 15 e 16 resultaram em decretos de emergência homologados pelo Governo do Estado.
O novo episódio representa o terceiro decreto municipal de natureza climática desde 6 de agosto. Entre os impactos estão danos a estradas rurais e urbanas não pavimentadas, pontes, bueiros e equipamentos públicos, além da necessidade constante de mobilização de equipes e maquinário. O Decreto também considera as dificuldades orçamentárias e financeiras enfrentadas pela Administração, agravadas pelas despesas com as sucessivas emergências.
O que muda com a calamidade
A declaração permite a adoção de medidas excepcionais de resposta, como a mobilização dos órgãos municipais sob a coordenação da Defesa Civil, a convocação de voluntários, campanhas de arrecadação e procedimentos emergenciais para aquisição de bens e execução de obras e serviços.
O instrumento também fundamenta a busca por apoio estadual e federal, embora a decretação municipal não represente a liberação automática de recursos. O Decreto nº 7.077/2026 terá vigência de 180 dias. A Administração reforça que as equipes seguem mobilizadas na avaliação dos danos e no atendimento às demandas, priorizando a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais.
📲 Receba as notícias da região no WhatsApp — siga o Canal da SulTV.
📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.
Mais de Clima

Nova rodada de chuvas e tempestades atinge o RS a partir de sábado (26)
Volumes podem chegar a 200 mm em algumas áreas e a instabilidade deve se estender até o início da próxima semana

Temporais deixam quatro mortos no Rio Grande do Sul e afetam mais de 500 mil pessoas
Defesa Civil registra 156 ocorrências em 151 municípios e mantém alerta para riscos de cheias até quarta-feira

Temporal em Dom Feliciano derruba postes e destelha casas
Prefeitura mobiliza equipes para levantar os estragos e orienta moradores sobre risco de fiação elétrica caída.