RS tem a menor taxa de roubo de celulares do Brasil pelo segundo ano seguido
Estado combina ações preventivas e repressivas contra roubo, furto e receptação de aparelhos.

O Rio Grande do Sul registrou a menor taxa de roubo de celulares do Brasil pelo segundo ano consecutivo, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública. Em 2025, o Estado apresentou taxa de 21,7 casos por 100 mil habitantes, contra 27,9 no ano anterior. O RS também teve a menor taxa de furtos do país, com 107 por 100 mil habitantes, resultado atribuído a ações preventivas e repressivas das forças de segurança.
Celular como ferramenta de trabalho
Há alguns anos, os telefones celulares passaram a centralizar o acesso a serviços financeiros e burocráticos que auxiliam o cidadão no dia a dia. Mais do que isso, o aparelho tornou-se ferramenta de trabalho, permitindo contato permanente com clientes, fornecedores e equipe por ligações, e-mail e aplicativos de mensagens.
Motoristas de aplicativos, vendedores, criadores de conteúdo, fotógrafos, pequenos empreendedores e prestadores de serviços têm no celular uma das principais ferramentas para trabalhar. Por isso, o dispositivo tornou-se alvo frequente de criminosos, e o roubo ou furto pode gerar prejuízo maior que o valor do próprio aparelho.
Combate à receptação
Uma das iniciativas é evitar a comercialização de celulares de origem ilícita, por meio da fiscalização de estabelecimentos comerciais. Segundo o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Cristiano Alvarez, buscas de dados com operadoras têm identificado os novos possuidores dos aparelhos, responsabilizando-os e, muitas vezes, chegando à autoria do roubo.
Entre as ações está a operação Mobile, que visita estabelecimentos para verificar a existência de materiais oriundos de celulares roubados. "Nosso objetivo é alcançar toda a cadeia criminosa", afirma o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Marcio Luiz da Costa Limeira, para quem a responsabilização do receptador reduz a procura por aparelhos roubados.
Alvarez destaca ainda a participação do cidadão. "Ao adquirir um aparelho, a pessoa deve verificar a origem do produto, a qualidade de quem o vende, além do valor estipulado. Quando o valor é baixo demais, deve desconfiar da procedência", orienta, reforçando a importância das denúncias.
Reforço no policiamento e cooperação
As forças de segurança utilizam a plataforma de Gestão Estatística em Segurança Pública (GESeg) para mapear locais, dias e horários de maior incidência de roubo e furto de celulares em todo o Estado, principalmente nas cidades integrantes do Programa RS Seguro. Com base nos dados, a Brigada Militar reforça o policiamento nessas áreas.
A cooperação entre estados também tem sido fundamental, já que a receptação ultrapassa as divisas. Em junho, a secretária-adjunta da Secretaria da Segurança Pública, Adriana Regina da Costa, participou da devolução de celulares recuperados no RS a vítimas que tiveram aparelhos subtraídos em São Paulo, em ação conjunta com o programa SP Mobile.
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