Risco de cheia no Rio Uruguai preocupa o Norte do Rio Grande do Sul
Paraná concentra o cenário mais grave entre os quatro estados monitorados, com acumulados que podem superar 200 milímetros até a próxima semana.

Um novo período de chuva intensa deve elevar o risco de cheias em rios do Sul e do Sudeste do Brasil nos próximos dias, com atenção redobrada para o Rio Uruguai, que corta o Norte e o Noroeste do Rio Grande do Sul. Simulações de sistemas internacionais de monitoramento hidrológico, baseadas em modelos meteorológicos europeus, apontam risco alto a extremo de enchentes também no Paraná, em Santa Catarina e no interior de São Paulo, com acumulados que podem superar 200 milímetros em pontos do território paranaense ao longo da próxima semana.
Rio Uruguai é o ponto de atenção no RS
No Rio Grande do Sul, a maior parte do território não deve registrar volumes expressivos de chuva neste novo ciclo de instabilidade. A exceção fica para setores do Noroeste e do Norte do estado, onde a previsão indica possibilidade de acumulados elevados nos próximos dias.
Essa faixa do estado integra o trecho intermediário da bacia do Rio Uruguai, que também recebe contribuição de chuvas do Oeste de Santa Catarina. Com o reforço de água vindo da região catarinense vizinha, o rio pode voltar a apresentar cheia, o que exige atenção de quem vive e circula próximo às suas margens.
Paraná concentra o cenário mais grave
Entre os quatro estados monitorados, o Paraná aparece com o quadro mais crítico. O solo paranaense já está saturado de água após semanas de chuva acima da média, o que amplia o risco de deslizamentos, inundações e cheias de rios caso novos volumes se confirmem.
As projeções apontam risco alto, e em alguns trechos extremo, para bacias como as dos rios Iguaçu, Piquiri, Tibagi, Ribeira e Ivaí. A expectativa é de acumulados entre 100 mm e 150 mm na maior parte da área mais afetada, podendo chegar a entre 200 mm e 300 mm em pontos específicos ao longo da próxima semana.
Santa Catarina e interior de São Paulo também em alerta
Em Santa Catarina, os modelos de previsão não indicam consenso total sobre onde deve chover mais, mas o Oeste catarinense tende a registrar volumes elevados, com possibilidade de acumulados importantes também no Norte e no Nordeste do estado. As bacias dos rios Itajaí e Itajaí-Açu estão entre os pontos que exigem atenção.
No interior de São Paulo, o risco de cheias e enchentes se concentra do Centro para o Sul do território paulista, com destaque para as bacias dos rios das Cinzas, Tibagi e Itararé. A combinação de solo encharcado com novas chuvas intensas é o principal fator de preocupação tanto em São Paulo quanto no Paraná.
A tendência é de vários dias seguidos de instabilidade no Sul e no Sudeste do país, o que deve manter elevados os níveis de rios nas áreas mais afetadas. Moradores de regiões próximas a cursos d'água no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e em São Paulo devem acompanhar os informes de Defesa Civil dos respectivos municípios e evitar deslocamentos por áreas historicamente sujeitas a alagamento nos próximos dias.
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