Rajadas passam de 100 km/h e tornado é confirmado no Sul do RS
São Lourenço do Sul teve rajada de 107 km/h; a maior marca do estado foi 132 km/h em Porto Alegre.

Uma linha de instabilidade associada a um ciclone que atravessou o Rio Grande do Sul entre a tarde de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7) provocou rajadas de vento superiores a 100 km/h em dez municípios equipados com estações meteorológicas, e acima de 90 km/h em dezenas de outras localidades. Na Costa Doce, São Lourenço do Sul registrou a marca de 107 km/h, enquanto em Pedro Osório, no Sul do Estado, um tornado foi confirmado pelos danos deixados na região.
Rajadas superam 100 km/h em dez municípios do RS
A rajada mais forte do estado foi registrada em Porto Alegre, com 132 km/h na estação do Clube Jangadeiros, na Zona Sul da capital. Também na capital, o Aeroporto Salgado Filho, na Zona Norte, mediu 120 km/h — uma das marcas mais altas já registradas no local em décadas de observações — enquanto o Cais do Porto, no Centro Histórico, teve 98 km/h.
Outros municípios do estado também tiveram rajadas superiores a 100 km/h. General Câmara registrou 126 km/h, seguido por Capela de Santana e São Pedro do Sul, ambas com 117 km/h, Picada Café com 114 km/h, Canoas e São Gabriel com 113 km/h, e Rolante com 112 km/h. Na capital, a força do vento chegou a derrubar postes de energia elétrica em diferentes bairros.
Costa Doce e Sul do Estado tiveram vento forte e tornado confirmado
Na área de cobertura da SulTV, São Lourenço do Sul teve a maior marca, com rajada de 107 km/h, seguida por Pinheiro Machado, com 98 km/h, Herval, com 95 km/h, e Santa Vitória do Palmar e Pelotas, ambas com 89 km/h. Em Pelotas, a estação do aeroporto mediu a rajada máxima de 89 km/h, mas os danos identificados em diferentes bairros da cidade indicam que o vento foi ainda mais intenso em alguns pontos, compatível com rajadas entre 100 km/h e 120 km/h.
Em Pedro Osório, no Sul do Estado, um tornado foi confirmado a partir da análise dos estragos causados no município. Por se tratar de um fenômeno de escala muito reduzida, com trajetória estreita e limitada, não há estação meteorológica posicionada exatamente no caminho do vórtice — por isso a velocidade do vento dentro do tornado não pôde ser medida por instrumentos, embora os danos comprovem a sua ocorrência.
O vendaval integra a mesma frente que trouxe o ciclone ao Rio Grande do Sul nesta semana, com efeitos sentidos em praticamente todas as regiões do estado. Moradores da Costa Doce e do Sul do Estado devem ficar atentos a novos boletins de órgãos públicos de meteorologia e Defesa Civil, especialmente em áreas com árvores e rede elétrica ainda fragilizadas pelos ventos fortes registrados nos últimos dias.
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