Quarta Colônia e Caçapava do Sul avaliados pela Unesco dia 15

Título internacional foi concedido aos dois territórios gaúchos em 2022 e é renovado a cada quatro anos.
Os Geoparques da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul entram nesta quarta-feira (15) na primeira revalidação do título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2022. Avaliadores internacionais vão conferir, ao longo da missão, se os dois territórios do Rio Grande do Sul continuam atendendo aos critérios que garantiram a certificação: conservação do patrimônio geológico e paleontológico, promoção da educação, desenvolvimento do turismo, envolvimento das comunidades locais e compromisso com a sustentabilidade.
Formações rochosas das Guaritas, em Caçapava do Sul, um dos geossítios avaliados pela Unesco
Revalidação avalia critérios a cada quatro anos
A revalidação é realizada a cada quatro anos e marca uma nova etapa para os dois territórios gaúchos reconhecidos simultaneamente pela Unesco. Na Quarta Colônia, o destaque é o patrimônio paleontológico, com fósseis entre os mais antigos do planeta, além das riquezas culturais e naturais da região. Em Caçapava do Sul, o diferencial é o patrimônio geológico, com formações rochosas de centenas de milhões de anos distribuídas em mais de 30 geossítios catalogados.
Caçapava do Sul mapeou geossítios desde 2010
Em Caçapava do Sul, a trajetória começou antes mesmo do projeto Geoparque: entre 2010 e 2013, um inventário coordenado pelo geólogo André Borba identificou e catalogou os geossítios do município, o que levou o Estado a declará-lo Capital Gaúcha da Geodiversidade pela Lei Estadual nº 14.708. A proposta ganhou força em 2017, quando se tornou o Projeto Geoparque Caçapava, e avançou com a mobilização de associações locais, entre elas artesãs, a comunidade negra e a Associação de Moradores das Guaritas. Em 2020, o território enviou a carta de intenções à Unesco e passou à condição de Geoparque Aspirante.
UFSM articula pesquisa e comunidades desde 2018
Na Quarta Colônia, o processo nasceu da produção científica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com pesquisas sobre o patrimônio geológico e paleontológico iniciadas em 2012. A criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), em São João do Polêsine, em 2015, ampliou os estudos sobre os fósseis da região. A partir de 2018, a Pró-Reitoria de Extensão da UFSM transformou as iniciativas em projeto institucional, e a criação da Subdivisão de Geoparques, em 2019, reforçou a articulação entre pesquisadores, gestores públicos e lideranças comunitárias. Também em 2020, a Quarta Colônia enviou sua carta de intenções e tornou-se Geoparque Aspirante.
O resultado da missão de revalidação vai definir se os dois territórios seguem reconhecidos internacionalmente pela Unesco pelos próximos quatro anos, consolidando um trabalho conjunto entre universidade, poder público e comunidades que começou a ser estruturado ainda em 2018.
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