Proposta de elevar aposentadoria rural para 62 anos é criticada em Camaquã
Despachante previdenciária alerta para o desgaste físico do trabalhador do campo e defende resistência da categoria

A proposta de elevar a idade mínima de aposentadoria rural dos homens de 60 para 62 anos foi criticada pela despachante previdenciária Carminha Nunes em entrevista ao programa Redação SulTV. Para ela, a mudança penaliza quem começou a trabalhar na lavoura ainda criança e chega à idade atual já desgastado pelo esforço físico da atividade rural.
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeSegundo Carminha, o trabalhador rural "já trabalhou certamente desde os 8, 7 anos (...) quando ele chega nos 60 anos, ele já tá cansado" — um argumento que, para ela, torna a proposta de aumento da idade mínima especialmente dura com a categoria, que soma décadas de esforço físico antes de ter direito ao benefício.
A despachante previdenciária lembra que as mulheres do campo, com aposentadoria prevista aos 55 anos, enfrentam o mesmo desgaste físico da lida diária, expostas ao sol e ao sereno no trabalho na lavoura. Por isso, defende que a categoria rural resista à mudança da mesma forma que já fez quando uma proposta semelhante — que levaria a idade mínima das mulheres de 55 para 57 anos — foi derrubada no passado.
Como dar entrada no benefício
Na mesma entrevista, Carminha orientou o público sobre a documentação necessária para dar entrada na aposentadoria rural, citando o CAD Único, o CAF e o modelo 15 entre os documentos exigidos. O atendimento da despachante previdenciária funciona ao lado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na rua Luiz Maranhão, 1156, em Camaquã.
A discussão sobre a idade de aposentadoria rural deve continuar mobilizando trabalhadores e entidades de classe na Costa Doce, região com forte presença de mão de obra no campo.
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