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Promotor Fernando Muller deixa Camaquã após reduzir em 75% o acúmulo de processos

Após um período de 1 ano e 4 meses atuando em Camaquã, o promotor de justiça Fernando Melo Muller se despede da Comarca para assumir uma nova missão em Tramandaí. Em entrevista à SulTV, na noite desta quarta-feira (10), Muller detalhou seu trabalho, principalmente na esfera criminal e no Tribunal do Júri, onde o Ministério Público (MP) defende os interesses da sociedade em casos de crimes dolosos contra a vida.

11 de dezembro de 2025·Redação SulTV
Foto: Daniel Nunes - SulTV
Foto: Daniel Nunes - SulTV

Em entrevista à SulTV, na noite desta quarta-feira (10/12), Muller detalhou seu trabalho

Após um período de 1 ano e 4 meses atuando em Camaquã, o promotor de justiça Fernando Melo Muller se despede da Comarca para assumir uma nova missão em Tramandaí. Em entrevista à SulTV, na noite desta quarta-feira (10), Muller detalhou seu trabalho, principalmente na esfera criminal e no Tribunal do Júri, onde o Ministério Público (MP) defende os interesses da sociedade em casos de crimes dolosos contra a vida.

Um dos principais resultados de sua gestão foi a significativa redução da morosidade processual. Com regimes de exceção e prioridade nos júris, o promotor destacou a queda no passivo de processos aguardando julgamento – que era de 50 a 60 e hoje se encontra em aproximadamente 15. A atuação do MP em Camaquã demonstrou alta taxa de sucesso, com 88% de acolhimento dos pedidos pelos jurados, sendo 100% nos casos de homicídios vinculados ao Crime Organizado e ao tráfico de drogas.

Muller ressaltou a urgência de combater o Tráfico de Drogas, classificado como a "raiz da quase totalidade da criminalidade". Ele alertou que o crime organizado migrou para o interior do estado e reforçou que a população da Costa Doce deve apoiar as polícias e o Ministério Público por meio de denúncias anônimas, para evitar que a aparente paz regional seja desfeita. Além disso, defendeu que a sociedade exerça sua democracia, exigindo de seus representantes um sistema de justiça com penas mais justas e rígidas, de forma proporcional à gravidade dos crimes, mencionando casos de penas brandas que motivaram recursos do MP.

Confira entrevista realizada durante o programa Redação SulTV desta quarta-feira (10):

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