Preço do frango sobe e atinge maior valor desde dezembro de 2025
Compras das famílias e exportações sustentam a alta, mesmo com casos da doença de Newcastle no Sul do país.

O preço da carne de frango chegou, em outubro, às maiores médias reais desde dezembro de 2025, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP. A alta foi puxada pelas compras mais intensas das famílias na ponta final do mercado e pelo ritmo forte das exportações ao longo do mês. O movimento aconteceu mesmo com a confirmação de três casos da doença de Newcastle em aves no Sul do país em outubro. Para quem mora nas cidades da Costa Doce, a tendência é sentida direto no preço da proteína no açougue e no supermercado.
Demanda das famílias e exportações sustentam a alta
Segundo pesquisadores do Cepea, o consumo mais forte de frango pelas famílias brasileiras durante outubro, somado ao ritmo acelerado das exportações, explica a firmeza dos preços tanto do frango inteiro congelado quanto do resfriado. As duas categorias chegaram às maiores médias reais em quase um ano, não vistas desde dezembro de 2025.
O centro de pesquisas também registrou que o ritmo de negociações no mercado seguiu praticamente inalterado ao longo do mês, mesmo após a confirmação de três casos da doença de Newcastle em aves em Santa Catarina. O episódio sanitário não chegou a interromper o fluxo de compra e venda da proteína no período, segundo o levantamento.
Frango vivo custa mais em São Paulo
A valorização observada na ponta dos frigoríficos elevou também a demanda da indústria pelo frango vivo, principal insumo para o abate. Em outubro, o animal atingiu a maior cotação dos últimos 12 meses no estado de São Paulo, referência nacional para a formação de preços de toda a cadeia avícola, segundo o Cepea.
O movimento tende a se espalhar pela cadeia produtiva até chegar às gôndolas e aos açougues das cidades do Sul do Rio Grande do Sul, onde o frango é uma das proteínas mais consumidas pelas famílias no dia a dia.
Impacto no orçamento das famílias da Costa Doce
Com o frango entre as proteínas mais acessíveis e mais presentes na mesa dos moradores do Sul do Rio Grande do Sul, a alta registrada em outubro tende a refletir no custo da cesta básica em municípios como Camaquã, Tapes, São Lourenço do Sul e Arambaré nas próximas semanas. A tendência acompanha o padrão observado em outras regiões do país, à medida que o reajuste nos frigoríficos e no valor do animal vivo se transfere ao varejo.
Produtores, indústria e órgãos sanitários devem acompanhar nos próximos meses se a demanda por carne de frango segue firme e se a situação ligada à doença de Newcastle em Santa Catarina permanece controlada — dois fatores que devem continuar influenciando o preço da proteína nas prateleiras do Sul do país.
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