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Preço do arroz sobe 14% em agosto e chega a R$ 78 no RS

Indicador Cepea/Irga-RS aponta indústrias com dificuldade para repor estoques, e alta segue em setembro a 0,32% ao dia.

03 de setembro de 2026·Redação SulTV
Arroz em casca no RS: preço médio de agosto foi o maior desde abril de 2025
Arroz em casca no RS: preço médio de agosto foi o maior desde abril de 2025

A saca de 50 quilos de arroz em casca fechou agosto com média de R$ 74,25 no Rio Grande do Sul, o maior valor nominal desde abril de 2025, segundo o indicador Cepea/Irga-RS. A alta foi puxada pela oferta restrita do produto e pela dificuldade das indústrias em repor estoques, um movimento que tende a pressionar, nos próximos meses, o preço do arroz nas prateleiras dos supermercados da Costa Doce e do Sul do estado.

Alta acumula 14% em um único mês

No fechamento de agosto, em 31 do mês, a cotação do arroz em casca estava em R$ 78,37 a saca, o que representa alta acumulada de 14,19% no período, conforme o indicador Cepea/Irga-RS. O movimento de valorização já vinha se consolidando ao longo de todo o mês, à medida que a oferta do produto se mostrava mais restrita no mercado gaúcho.

A tendência de avanço seguiu no início de setembro. No primeiro pregão do mês, o indicador Cepea/Irga-RS registrou R$ 78,62 a saca, alta diária de 0,32% em relação ao fechamento anterior. As indústrias enfrentaram dificuldade para adquirir os volumes necessários à composição de seus estoques diante da retração dos fornecedores, fator que sustentou os preços em recuperação.

O que a alta significa para quem compra o arroz

O arroz em casca é a matéria-prima que abastece as indústrias de beneficiamento antes de chegar embalado às gôndolas dos mercados. Quando esse elo da cadeia fica mais caro, o efeito tende a aparecer, com alguma defasagem, no preço final pago pelo consumidor — especialmente em uma região onde o arroz é item fixo no prato do dia a dia.

Nas cidades da Costa Doce e do Sul do Rio Grande do Sul, o movimento de preços costuma ser acompanhado de perto, já que a região concentra parte importante da produção estadual do grão. A cadeia do arroz emprega tanto no campo quanto nas indústrias de beneficiamento instaladas nos municípios da região.

Região arrozeira no centro do movimento

Municípios como Camaquã, Tapes e Arambaré figuram entre os polos de produção de arroz da Costa Doce, com lavouras que abastecem parte do beneficiamento processado na própria região. A valorização da saca melhora a remuneração de parte da cadeia produtiva local, da lavoura ao transporte até as indústrias.

O reflexo final para quem compra o arroz na cidade, porém, ainda depende de outros fatores, como o volume de estoques disponíveis e o ritmo da demanda nos próximos meses. Por isso, o comportamento do indicador Cepea/Irga-RS segue sendo referência para entender para onde caminham os preços na região.

A expectativa, com base nos dados mais recentes do indicador Cepea/Irga-RS, é de que a tendência de alta continue sendo monitorada nas próximas semanas, à medida que as indústrias buscam recompor estoques. Consumidores da Costa Doce e do Sul do estado devem observar se o movimento registrado no campo se converte, de fato, em reajuste nas prateleiras do arroz nos próximos meses.

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