Por que a produção de arroz pode cair no RS? Entenda o impacto para o bolso
A principal razão para essa retração é o elevado custo de produção, que tem pressionado as margens de lucro no campo.

A principal razão para essa retração é o elevado custo de produção, que tem pressionado as margens de lucro no campo
O setor orizícola da Zona Sul e de outras regiões tradicionais do Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de cautela para a próxima safra. Em entrevista recente, o presidente do Irga, Alexandre Velho, destacou que, embora o risco de desabastecimento de arroz seja praticamente inexistente no Brasil, os produtores gaúchos — responsáveis por mais de 70% da produção nacional — devem reduzir a área destinada ao grão.
A principal razão para essa retração é o elevado custo de produção, que tem pressionado as margens de lucro no campo. Segundo Velho, a recomendação atual é que os agricultores concentrem seus esforços apenas em áreas de alta capacidade produtiva, buscando máxima eficiência e produtividade para compensar os gastos. Um dos fatores que mais preocupa o setor é o preço do óleo diesel. Estimativas apontam um impacto adicional de cerca de R$ 200 por hectare devido ao aumento do combustível, o que sobrecarrega ainda mais a operação das máquinas e o transporte.
Os números mostram uma tendência de queda expressiva na extensão das lavouras. Enquanto o estado já chegou a plantar 1,2 milhão de hectares em anos anteriores, a safra atual registrou 890 mil hectares. Para o próximo ciclo, a expectativa é de uma nova redução, com a área podendo cair para 850 mil ou até 800 mil hectares. Essa racionalização é vista como a única maneira de o produtor enfrentar a inflação dos insumos e manter a viabilidade econômica da atividade arrozeira no estado.
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