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ComunidadeBento Gonçalves

Ponte de Cotiporã perde parte do tabuleiro após nova cheia

Vazão do Rio das Antas chegou perto de 10 mil m³/s nesta semana e obra de recuperação, suspensa pelo TCE-RS, segue sem data para começar.

23 de setembro de 2026·Redação SulTV
Ponte de Cotiporã sobre o Rio das Antas, sem parte do tabuleiro do lado de Bento Gonçalves
Ponte de Cotiporã sobre o Rio das Antas, sem parte do tabuleiro do lado de Bento Gonçalves

A Ponte de Cotiporã, que liga os municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves sobre o Rio das Antas, amanheceu nesta quarta-feira (23) sem uma parte do tabuleiro do lado de Bento Gonçalves. A estrutura já estava interditada desde a cheia de julho, quando esse mesmo trecho havia se deslocado cerca de 20 centímetros, e a extensão total dos novos danos só poderá ser medida quando o nível do rio baixar.

Vazão da Usina 14 de Julho chega perto de 10 mil m³/s

A barragem da Usina 14 de Julho, localizada cerca de 6 quilômetros rio acima da ponte, registrou nesta semana uma vazão do Rio das Antas próxima dos 10 mil metros cúbicos por segundo. O volume elevado manteve o curso d'água alto ao longo dos últimos dias, ampliando a pressão sobre uma estrutura que já estava fragilizada desde julho.

Nesta quarta-feira, o rio ainda permanecia com nível elevado na região. Por isso, equipes técnicas só vão conseguir dimensionar a real extensão dos danos causados ao tabuleiro depois que as águas baixarem, o que deve levar alguns dias até permitir uma vistoria segura no local.

Obra de recuperação segue suspensa por decisão do TCE-RS

Antes deste novo episódio de cheia, a Ponte de Cotiporã aguardava a conclusão de procedimentos técnicos para o início das obras de recuperação e reforço da estrutura, interditada desde julho após o deslocamento de cerca de 20 centímetros no mesmo trecho do tabuleiro que agora cedeu.

Os trabalhos de recuperação foram suspensos por orientação do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), que determinou a realização de uma perícia técnica independente antes da retomada da obra. Enquanto esse processo não avança, a travessia pela ponte entre Cotiporã e Bento Gonçalves segue interrompida.

Uma nova avaliação estrutural completa só deve ser possível quando o Rio das Antas voltar a níveis normais, liberando o acesso seguro ao ponto onde o tabuleiro cedeu. Até lá, quem depende da travessia entre Cotiporã e Bento Gonçalves segue precisando de rotas alternativas, enquanto o resultado da perícia solicitada pelo TCE-RS deve definir os próximos passos da obra de recuperação da ponte.

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