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Polícia procura sócia de casas geriátricas clandestinas em Esteio

Três mulheres já foram presas e nove idosos foram resgatados após denúncias de maus-tratos e tortura nos locais, que funcionavam sem alvará sanitário.

29 de setembro de 2026·Redação SulTV
Casa de repouso interditada por funcionamento clandestino, alvo de fiscalização policial.
Casa de repouso interditada por funcionamento clandestino, alvo de fiscalização policial.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realiza buscas por uma mulher apontada como sócia de duas casas geriátricas clandestinas fechadas durante uma operação em Esteio e Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na segunda-feira (28). A ação resultou na prisão de três mulheres suspeitas de maus-tratos e tortura contra nove idosos, retirados dos dois estabelecimentos, que funcionavam sem alvará sanitário e sem profissionais habilitados para prestar atendimento.

Prisões e diligências para localizar a sócia

Conforme a investigação, a mulher procurada deixou uma das instituições dias antes da fiscalização, o que levou os agentes a intensificar as diligências para localizá-la. Entre as três mulheres já presas está uma das principais responsáveis pelos estabelecimentos, que teve a prisão preventiva cumprida. As outras duas atuavam diretamente nos cuidados dos idosos internados.

A Polícia Civil abriu a investigação após receber denúncias anônimas sobre possíveis casos de abandono, negligência e agressões contra os idosos das duas casas. A partir dessas informações, os investigadores passaram a monitorar os estabelecimentos antes de deflagrar a operação. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio coordenou a ação, que também contou com Guardas Municipais, equipes da Vigilância Sanitária e representantes das Secretarias de Assistência Social dos municípios envolvidos.

Condições degradantes levam ao resgate de idosos

Durante a fiscalização, as equipes encontraram condições consideradas degradantes nos dois imóveis, além de constatar que nenhuma das casas contava com alvará sanitário ou profissionais habilitados para prestar os cuidados necessários aos moradores. Diante do quadro, nove idosos foram retirados dos estabelecimentos e passaram por avaliação dos órgãos responsáveis antes de serem encaminhados para locais considerados seguros.

As equipes envolvidas na operação também entraram em contato com os familiares das vítimas para informar sobre a situação e os encaminhamentos realizados. A Polícia Civil mantém a apuração para esclarecer o grau de responsabilidade de cada uma das suspeitas nos episódios de maus-tratos e tortura registrados nas duas instituições.

A investigação segue em andamento, com a Polícia Civil concentrando esforços para localizar a mulher apontada como sócia das casas geriátricas clandestinas. Os órgãos de vigilância sanitária e assistência social continuam acompanhando as condições dos idosos resgatados, enquanto o caso reforça a importância da fiscalização de instituições de acolhimento a pessoas idosas em todo o Estado.

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